Se você vai prestar um concurso de Perito Criminal organizado pela banca FGV (Fundação Getúlio Vargas) – como é a expectativa para a PCERJ, precisa entender uma coisa antes mesmo de abrir o edital: a FGV não cobra como as outras bancas.
Ela foge do “português escolar” e da decoreba de lei seca e aposta em interpretação, raciocínio e casos práticos.
Para mapear exatamente o que esperar, nossa equipe pedagógica analisou as provas recentes da banca – com atenção especial à prova de Perito Criminal do Piauí (PCPI), aplicada em 2026, também organizada pela FGV.
Abaixo está o resumo do que encontramos, dividido em Português, Direito e Conhecimentos Específicos.
Português: o texto manda mais que a regra
Enquanto a maioria das bancas enche a prova de gramática pura, a FGV inverte a lógica.
A maior parte das questões gira em torno do texto – interpretação, coesão, função dos parágrafos, intenção do autor.
A gramática aparece, mas quase sempre a serviço do sentido, não como regra isolada.
Na prova de Perito do Piauí isso ficou claro. Em vez de pedir uma regra solta, a banca cobrou coisas como:
- Organização estrutural do texto: identificar se o autor vai do geral para o particular, se usa causa e efeito ou comparação, e qual a função de cada parágrafo na sustentação da tese. Teve até a pegadinha clássica da FGV – afirmar que o último parágrafo “conclui retomando tudo”, quando na verdade ele só traz mais um dado, e não uma síntese final.
- Complemento nominal x adjunto adnominal: um tópico que parece simples e a FGV transformou em questão de raciocínio, exigindo analisar a relação do termo preposicionado com o substantivo (se ele indica quem pratica ou quem sofre a ação).
- O “já” adversativo: diferenciar o “já” de tempo (“já terminamos o laudo”) do “já” de contraste (“o crime A foi elucidado; já o crime B segue sem pistas”).
- Morfologia pela etimologia: reconhecer se um radical é grego ou latino – algo que poucas bancas exploram e a FGV cobrou.
A lição é direta: estudar Português para a FGV decorando regra não funciona. É preciso treinar interpretação e entender o “porquê” de cada construção dentro do texto.
Na Mentoria Excelere, nós treinamos nossos mentorados a resolver questões da própria FGV e a enxergar a “seta” do referente que a banca adora cobrar – porque, quando você entende como a banca pensa, para de perder ponto justamente onde a maioria cai.
Direito: storytelling, jurisprudência e a alternativa quase certa
A marca da FGV em Direito é trocar a decoreba do artigo pela aplicação.
Os enunciados costumam ser longos, com história e personagens – o famoso storytelling – e escondem a questão jurídica no meio dos detalhes.
Some a isso uma carga forte de jurisprudência do STF e do STJ e alternativas muito próximas entre si: várias começam com uma premissa verdadeira e terminam numa conclusão errada.
A prova do Piauí mostrou bem como a banca testa o detalhe fino:
- Tribunal do Júri: cobrou os pilares constitucionais e a terminologia exata. Atenção: no Júri é plenitude de defesa, não “ampla defesa” – e a FGV troca justamente esse tipo de palavra.
- Crimes contra o patrimônio: explorou a consumação da extorsão mediante sequestro, que se consuma com a privação da liberdade visando o resgate, mesmo que a vítima fuja logo depois.
- Resistência, desobediência e desacato: um caso hipotético longo, misturando as condutas, para ver se o candidato sabe o que diferencia cada uma.
- Lei Maria da Penha: diretrizes de atendimento e prazos – terreno em que a banca adora inverter prazos para confundir.
- Prisão temporária: o rol taxativo de crimes. A FGV insere crimes de grande clamor público que não estão na lei para induzir ao erro.
Em Direito, a FGV procura o candidato que entende a norma aplicada ao caso concreto, não quem apenas memorizou o texto da lei.
Foi exatamente esse tipo de leitura de banca que a nossa equipe pedagógica – a mesma que acompanha os mentorados da Mentoria Excelere – fez ao destrinchar a prova do Piauí, questão por questão.
Não dá pra encarar a FGV no escuro: nossos mentorados estudam já sabendo onde a banca arma a pegadinha.
Se quiser ver quem já passou por aqui, os depoimentos de aprovados estão na página da mentoria.
Conhecimentos Específicos: onde a banca varia mais
Aqui está o ponto que mais gera dúvida – e onde a FGV é menos previsível.
Como cada área (Engenharia, Biologia, Química, Geologia, Farmácia…) tem examinadores diferentes, não existe um padrão tão regular quanto em Português e Direito.
A cobrança pode mudar bastante de uma especialidade para outra.
Na prova de Perito do Piauí de 2026, nossa equipe viu exatamente isso:
- Engenharia Mecânica: cobrança muito dentro do esperado, nos pontos já mapeados.
- Geologia: nível técnico muito baixo – dava para resolver praticamente tudo com o conteúdo que já entregamos nos nossos guias de estudo, montados a partir do perfil de provas anteriores.
- Medicina Veterinária e Farmácia e outras áreas: aí a banca explorou pontos mais específicos, que não costumam cair com tanta frequência.
Houve ainda surpresas na parte de Informática (cobrada de forma geral): a FGV aprofundou segurança da informação e chegou a cobrar arquitetura de inteligência artificial (o modelo Transformer) e modelos de banco de dados – temas atípicos, que mostram a disposição da banca de ir além do óbvio.
A conclusão prática: em Específicas, não dá para contar com a sorte.
O caminho é partir do que historicamente cai na sua área para a FGV e blindar os pontos que a banca costuma explorar.
É por isso que, na Mentoria Excelere, o Guia de Estudos da sua área é montado a partir do perfil real das provas anteriores – para você estudar o que tem mais chance de cair, e não tudo de uma vez.
Como se preparar para uma prova da FGV
Conhecer o estilo da banca é metade do caminho.
A outra metade é estudar o que ela realmente cobra, do jeito que ela cobra: treinar interpretação (e não só regra) em Português, resolver muitas questões da própria FGV, dominar jurisprudência recente em Direito e mapear o perfil das Específicas da sua área.
Parece muita coisa – e é, quando você tenta dar conta disso tudo sozinho.
Você não precisa enfrentar a FGV sozinho
Pensa no que vai pesar de verdade quando o edital da PCERJ sair.
Não vai ser falta de PDF na internet – vai ser a insegurança de não saber se você está estudando a coisa certa, do jeito certo, no tempo que ainda falta.
Vai ser abrir a prova da FGV depois de meses de esforço e sentir que caiu numa pegadinha que dava pra prever.
É essa sensação de andar no escuro que cansa, que faz desistir, que rouba o sonho da vaga antes mesmo da prova.
Na Mentoria Excelere, esse peso sai das suas costas.
Você não começa do zero nem sozinho: recebe o direcionamento exato do que a FGV cobra na sua área, um cronograma que cabe na sua rotina real e o acompanhamento de quem já sentou nessa cadeira.
A Leilane foi aprovada em 1º lugar no concurso de Perito Criminal do IGP-RS, e desde então o Mapa já levou centenas de pessoas comuns – que conciliavam trabalho, cansaço e dúvida – até a aprovação.
Você troca o “será que tô indo bem?” pela segurança de saber, todo dia, exatamente onde está e o que falta.
A vaga de Perito Criminal da PCERJ vai existir.
A única pergunta é se, no dia da prova, você vai estar lá pra disputá-la com método e tranquilidade – ou ainda torcendo pra ter estudado o que caiu.
A gente existe pra que seja a primeira opção.


