Como começar do zero para Perito Criminal em 2026

Você quer ser perito criminal, mas está começando do absoluto zero e não faz ideia de por onde começar? Talvez ainda esteja na graduação, talvez já seja formado mas nunca tenha estudado pro concurso, ou tenha (re)descoberto a carreira há pouco tempo.

Se a sensação é de que tudo é confuso demais — faculdade de perícia, pós-graduação, salário, editais, se tatuagem elimina, se precisa de CNH —, respira: começar do zero para Perito Criminal em 2026 é mais simples de entender do que parece. Não é fácil, mas é um caminho objetivo. E é ele que a gente vai organizar aqui, passo a passo.

Quem te guia nisso é a Leilane Verga, coordenadora do Mapa Concursos, biomédica aprovada em três concursos de Perito (1º lugar RS, 1º lugar SC, 2º lugar PR) e que começou a estudar ainda na graduação.

Ou seja: o caminho abaixo é o mesmo que ela trilhou e que já levou +600 pessoas à aprovação desde 2017.

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Passo 1: entenda que Perito Criminal é cargo público (e não tem atalho)

Perito criminal é servidor público concursado. Você não exerce a profissão só porque fez uma faculdade, uma pós ou um mestrado na área. Para trabalhar como perito criminal oficial no Brasil, dentro de um órgão de segurança pública, você precisa passar em um concurso público — seja o federal (Polícia Federal) ou um estadual (cada estado organiza o seu, com nomes como Polícia Científica, Instituto de Perícias ou Polícia Técnico-Científica).

Por isso, não procure atalhos que não levam ao cargo. Existe muita propaganda de “faculdade de perícia”, “curso pra trabalhar com cena de crime” ou “pós-graduação em perícia” — mas se o seu objetivo é ser perito concursado, esse não é o caminho. O que os editais aceitam são graduações ligadas às áreas de atuação da perícia: engenharias (incêndio, explosão, trânsito), TI e Ciências da Computação (informática), farmácia, química, biomedicina e outras. Quais cursos entram depende do estado, do edital e da demanda de cada instituição — não existe uma graduação que seja sempre aceita.

Passo 2: o edital é o seu mapa — comece por ele

A coisa mais importante que quem começa do zero precisa aprender é analisar editais anteriores. O edital é o documento que rege o concurso: quais cursos são aceitos, quais áreas têm vaga, qual o conteúdo programático, quais as fases (teste físico, avaliação psicológica etc.). Ele é, literalmente, o mapa que você segue.

Abra vários editais de perito do Brasil, procure a sua graduação, veja em quais concursos ela costuma ser aceita e quais disciplinas aparecem com mais frequência para a sua área. E atenção: no concurso de perito, cada edital é organizado de um jeito diferente — matérias, fases e divisão de áreas mudam de estado pra estado. Isso é diferente de carreiras como delegado, que têm um conteúdo mais ou menos fixo. Por isso não adianta pesquisa genérica na internet: você precisa se acostumar a ler os editais dos concursos que te interessam.

É aqui que a maioria se perde — no excesso de informação e na falta de direção. Na Mentoria Excelere, a gente faz justamente esse trabalho de mapear o que cada banca cobra (o DNA de Conteúdo), pra você não gastar meses estudando o que não cai.

Passo 3: comece antes do edital (o pré-edital decide o jogo)

Você não precisa esperar se formar para começar — o diploma só é exigido na posse, caso você seja aprovado e nomeado. E não precisa esperar um edital aberto no seu estado. A preparação para perito é um projeto de longo prazo: a maioria das pessoas leva alguns anos até a aprovação e a posse. A própria Leilane começou a estudar no terceiro ano da faculdade de Biomedicina e prestou o primeiro concurso no quarto ano.

Muita gente comete o erro de só começar “quando sair o edital”, “quando tiver certeza que meu estado aceita minha graduação” ou “quando a banca for contratada”. O problema é que, quando o edital sai, o tempo até a prova é curto — às vezes dois, três meses; já teve concurso de perito com 45 dias. Para quem começa do zero nesse momento, não dá tempo de construir base sólida. O pós-edital deve ser fase de ajuste e refinamento, não a hora de descobrir o que é cadeia de custódia ou qual assunto é mais importante. Essa base se constrói 99% do tempo antes do edital ser publicado.

Passo 4: monte uma base comum com poucas matérias

Começar do zero não é sair estudando tudo ao mesmo tempo — isso gera ansiedade e não cabe numa semana. O caminho é montar uma base comum: as matérias mais recorrentes nos editais que te interessam. Português cai em praticamente todos os concursos. Direito Processual Penal e Direito Penal aparecem com frequência. Criminalística é muito recorrente. E os conhecimentos específicos da sua formação precisam entrar no radar desde cedo — em alguns editais, metade da prova é só isso. A faculdade te dá uma base, mas a cobrança do concurso é diferente, com outro recorte e outra profundidade.

Uma regra prática: reserve pelo menos 4 horas na semana para cada matéria. Se você tem 20 horas semanais de estudo, verá no máximo 5 matérias na semana — uma delas podendo ser a repetição de uma matéria de peso maior (ex.: Português, Específicas, Criminalística, Específicas de novo, Processual Penal). Esse é o mínimo para estudar teoria, revisar e fazer questões com qualidade.

Para começar, use materiais gratuitos da internet. Não faça grandes investimentos antes de saber o que realmente precisa — e cuidado: na área de perito existe muita reciclagem de material, cursinhos que vendem “curso pra perito” que na verdade é o mesmo conteúdo de delegado, juiz ou técnico, só com o título trocado. Isso prejudica muito o iniciante que ainda não sabe onde focar.

Passo 5: não priorize títulos antes da prova objetiva

Muita gente do zero já entra em pânico com pós, mestrado, doutorado, publicação de artigo “porque vale ponto no concurso”. Realmente vários concursos de perito têm fase de títulos — mas ela é apenas classificatória: soma pontinhos, não elimina quem não tem título. E só os melhores classificados na objetiva e na discursiva têm os títulos avaliados.

Não adianta ter todos os títulos do mundo e não passar bem na primeira etapa. A Leilane ficou em 2º lugar no Paraná e 1º em Santa Catarina — os dois com prova de títulos — sem nenhuma pós-graduação, e ninguém a ultrapassou, porque a nota da objetiva e da discursiva era alta. Se você já tem uma pós em andamento, tudo bem, concilie. Se não, começar um mestrado só pelos pontos, sem tempo pra estudar o principal, é colocar o carro na frente dos bois.

Passo 6: você não precisa estudar 8 ou 12 horas por dia

Esse é o mito que mais trava iniciante. A pessoa vê que o concurso é difícil e conclui que só passa quem estuda o dia inteiro. Não é a realidade. A maioria dos aprovados estuda e trabalha, computando duas a três horas por dia nos dias de semana e um pouco mais no fim de semana. Isso é dado real: a cada edital, a mentoria levanta as estatísticas dos aprovados, e a conclusão é sempre a mesma — eles começaram antes e mantiveram uma carga horária viável dentro da rotina.

O que decide não é o volume de horas, é a qualidade do estudo e a constância. É melhor estudar um pouquinho todos os dias, de forma organizada, por meses, do que passar uma semana de férias estudando como se o mundo fosse acabar e depois parar por meses. Não à toa, os mentorados aprovados da Mentoria Excelere estudaram, em média, cerca de 20 horas por semana — e quem começou do zero chegou a uma média de 77% de acertos nos primeiros 6 meses. Se hoje você só tem uma ou duas horas por dia, tá ótimo: o importante é começar.

Passo 7: resolva questões desde cedo e tenha direção

Não espere terminar a teoria (muito menos o edital inteiro) para começar a revisar e fazer questões. Esse é um erro clássico — e dificilmente você termina todo o conteúdo de um edital de perito. Questões são ferramenta essencial de memorização: a gente não memoriza de um dia pro outro, precisa de revisões periódicas e espaçadas, vários contatos com a matéria. É como regar uma planta: você não joga três litros de água de uma vez pra durar o mês, rega aos poucos, com frequência. Com o cérebro é igual.

Além disso, questões mostram como a banca cobra, diagnosticam o que você achava que sabia mas não sabia, e revelam onde a preparação está fraca. Mais importante até do que comprar material preparatório é assinar um banco de questões. E, por fim: começar do zero não significa começar sozinho e perdido. Hoje há muita informação sobre perito — e o excesso também confunde, porque um fala uma coisa, outro fala outra. Sem direção, você passa mais tempo decidindo o que estudar do que estudando de fato.

Como se preparar para o concurso de Perito Criminal em 2026

Resumindo o caminho: entenda que é cargo público, verifique se sua graduação costuma ser aceita, pare de procurar atalhos, comece antes do edital, construa uma base nas matérias comuns, resolva questões desde cedo e estude de forma organizada. Você não precisa ter tudo pronto pra começar — precisa começar do jeito certo. Porque, quando o edital do seu sonho sair, você não quer estar descobrindo a carreira; você quer estar disputando a vaga.

Quer começar sua preparação para Perito Criminal com direção desde o dia 1? A Mentoria Excelere é a primeira mentoria especializada em Perito Criminal do Brasil. Ajudamos você a entender o caminho, organizar os estudos e montar uma estratégia compatível com a sua formação e a sua rotina — com acompanhamento de mentores peritos. Conheça a Mentoria Excelere →

Perguntas frequentes

Preciso estar formada para começar a estudar para Perito Criminal? Não. O diploma só é exigido na posse do cargo, caso você seja aprovada e nomeada. Você pode e deve começar a estudar ainda durante a graduação — a maioria dos aprovados começou antes de se formar e ganhou vantagem justamente por isso.

Dá para começar do zero sem edital aberto? Sim, e é o ideal. A base de um concurso de perito se constrói no pré-edital. Quando o edital sai, o tempo até a prova costuma ser curto (às vezes 45 dias), insuficiente para quem está começando. Comece antes pelas matérias comuns a vários editais.

Quantas horas por dia preciso estudar para passar? Não é preciso estudar 8 ou 12 horas por dia. A maioria dos aprovados estuda e trabalha, dedicando de 2 a 3 horas por dia nos dias úteis e um pouco mais no fim de semana. O que decide é a qualidade e a constância do estudo, não o volume de horas.

Preciso de pós-graduação ou mestrado para ser perito? Não. A prova de títulos, quando existe, é apenas classificatória — soma pontos, mas não elimina quem não tem título. A prioridade é ir bem na prova objetiva e na discursiva. Títulos são estratégia para depois, não para o começo.

Por qual matéria devo começar? Comece por poucas matérias comuns à maioria dos editais: Português, Direito Processual Penal, Direito Penal, Criminalística e os conhecimentos específicos da sua área. Estude teoria, revise e resolva questões desde o início, em vez de acumular só conteúdo novo.

Você não precisa começar essa caminhada sozinha

Se você chegou até aqui, provavelmente está naquele ponto em que a vontade de ser perita criminal é grande, mas a pergunta que não cala é “por onde eu começo?”. É normal — a maior parte de quem sonha com a perícia trava exatamente aí, não por falta de capacidade, mas por estar olhando pra um universo inteiro de editais diferentes e informações soltas sem ninguém pra dizer o que importa primeiro.

Imagina o contrário: abrir o computador amanhã já sabendo exatamente o que estudar, na ordem certa, com alguém que já passou por essa prova revisando o seu caminho. Sem estudar no escuro, sem material reciclado, sem recomeçar do zero a cada mês. É isso que muda quando você para de tentar sozinha.

Foi para esse começo com direção que a Mentoria Excelere foi construída: método de quem foi perita aprovada em 1º lugar e já levou +600 pessoas à aprovação — muitas que, como você hoje, um dia não sabiam nem por onde pegar. Começar do zero não é o problema no concurso de perito. O problema é não começar nunca.

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Leilane Verga

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