A prova discursiva de Perito Criminal da PCDF vale 100 pontos – o mesmo que a objetiva.
Na prática, isso significa que a discursiva tem o poder de mudar dezenas de posições na classificação final.
No concurso de 2016, candidatos que não foram tão bem na objetiva saltaram da 12ª para a 2ª posição após a correção dos textos.
Antes de falar em como estudar, vale assistir à análise completa da prova discursiva de Perito da PCDF de 2016:
Neste vídeo, a Leilane Verga – aprovada em 1º lugar no IGP-RS e ex-perita criminal – mostra as discursivas reais da prova, com correção, e explica o que separou as notas altas das medianas.
Se você está se preparando para o novo concurso de Perito da PCDF, este artigo cobre tudo o que você precisa saber sobre essa etapa: o formato, os critérios de avaliação e as estratégias de estudo que realmente funcionam.
Como é a prova discursiva de Perito Criminal da PCDF?
Estrutura e peso
A prova discursiva da PCDF é composta por quatro questões, cada uma respondida em um espaço de 10 a 15 linhas:
- Questão 1 — Conhecimentos Gerais: igual para todos os candidatos, independente da área de formação. Na prova de 2016, cobrou Direito Penal (teoria do concurso de pessoas no Código Penal).
- Questões 2, 3 e 4 — Conhecimentos Específicos: temas técnicos da especialidade de inscrição do candidato. Variam conforme a área: Biologia, Farmácia, Engenharia, Química, entre outras.
A discursiva valeu 100 pontos no último concurso – o mesmo peso da objetiva. Isso não é detalhe: significa que um candidato com desempenho mediano na objetiva pode subir significativamente na classificação com uma boa discursiva, e vice-versa.
Modalidade das questões
As questões são predominantemente expositivas, de dois tipos:
Teórica pura: o candidato expõe conceitos, definições e mecanismos de forma direta. Exemplo: “Qual a teoria adotada pelo Código Penal para o concurso de pessoas e quais suas repercussões práticas?”

Mini estudo de caso: apresenta uma situação hipotética curta e pede aplicação técnica. Exemplo: uma cena de crime onde o perito deve indicar quais técnicas de biotecnologia ou botânica forense utilizaria para analisar amostras de DNA ou pólen encontradas no local.

Exemplos reais por área (prova PCDF Perito 2016)
| Área | Tema cobrado |
|---|---|
| Biologia | RNA mensageiro e botânica forense |
| Farmácia | Diferenciação entre métodos de triagem, confirmação e métodos específicos em análises toxicológicas |
| Engenharia | Impacto ambiental de gases (Amônia, Isobutano, Blend R410A) usando indicadores ODP e GWP |
| Medicina Legal | Relação entre eletrocussão, edema pulmonar e causa da morte |
O que a banca avalia – e o que a maioria não entende
Aqui está o ponto que muda tudo na preparação para a discursiva de Perito:
O corretor não é especialista na sua área.
Os corretores são, em geral, professores de redação. Eles trabalham com um espelho de correção que lista palavras-chave obrigatórias para cada questão. A pontuação é atribuída com base na presença desses termos técnicos no texto – não no aprofundamento científico da resposta.
Isso significa que você não precisa escrever uma dissertação acadêmica.
Você precisa dominar os conceitos principais e os termos técnicos de cada assunto do edital e saber articulá-los de forma coerente em 10 a 15 linhas.
Critérios formais de avaliação
A banca avalia quatro aspectos:
- Adequação ao tema — o texto responde exatamente o que foi perguntado, sem desvios
- Argumentação e coerência — as ideias têm sequência lógica e se conectam
- Elaboração crítica — o candidato demonstra compreensão da aplicação prática, não apenas definições
- Domínio de escrita — coesão textual, uso de conectivos, ausência de erros que comprometam a leitura
Critérios de eliminação — o que zera a questão
- Fugir completamente do tema proposto
- Escrever menos de 10 linhas (abaixo do mínimo exigido)
- Colocar qualquer marca que identifique o candidato na folha de resposta
Como estruturar a resposta em 10 a 15 linhas
A tentação de usar introdução formal (“Neste texto abordarei…”) ou título é um dos erros mais comuns – e mais caros. Em 10 a 15 linhas, cada frase conta. Introdução escolar desperdiça espaço estratégico que poderia conter palavras-chave avaliadas pela banca.
A estrutura que funciona:
Linhas 1-2 — Tópico frasal
Defina o conceito central diretamente, com o termo técnico principal logo na primeira frase. O corretor precisa identificar de imediato que você sabe do que está falando.
Linhas 3-6 — Desenvolvimento técnico
Expanda com os pontos essenciais: requisitos, classificações, teorias, mecanismos, etapas do processo. Cada afirmação deve conter uma palavra-chave que consta no espelho de correção.
Linhas 7-10 — Aplicação e distinções
Demonstre domínio prático: diferencie conceitos próximos, cite uma exceção relevante ou aplique o conceito a um contexto real ou hipotético breve. Essa parte é o que separa as notas altas das medianas.
Linhas 11-15 — Fechamento técnico (se houver espaço)
Sintetize com um conectivo de conclusão (portanto, dessa forma, conclui-se). Varie o vocabulário – não repita a definição inicial com as mesmas palavras.
Conectivos que garantem coesão
Frases soltas geram perda de pontos em coerência. Use articuladores para dar fluidez ao texto:
- Introdução/definição: entende-se por…, define-se como…, conceitua-se…
- Adição: além disso, adicionalmente, somado a isso
- Contraste: em contrapartida, todavia, no entanto
- Exemplificação: por exemplo, a título de ilustração, nesse sentido
- Sequência: primeiramente, em segundo lugar, por fim
- Conclusão: dessa forma, portanto, conclui-se que…
Como estudar para a discursiva – 6 estratégias práticas
1. Foco em palavras-chave, não em profundidade
O estudo para a discursiva não é o mesmo que o estudo para a objetiva. Você não precisa ser expert em todos os tópicos – precisa dominar os conceitos principais e os termos técnicos de cada assunto do edital. É exatamente isso que o corretor vai buscar no seu texto para atribuir nota.
Ao estudar cada tema, identifique: quais são os 5 a 8 termos que precisam aparecer em uma resposta completa? Esses são os seus alvos.
2. Crie seus próprios temas para treinar
Há poucas questões discursivas anteriores de Perito Criminal disponíveis – a PCDF não abre concurso com frequência, e os concursos estaduais têm formatos variados de provas. Isso significa que você precisa criar seu próprio banco de questões.
Ao terminar de estudar qualquer tópico do edital, formule perguntas abertas:
- “O que é X e quais seus requisitos?”
- “Como se aplica Y na prática pericial?”
- “Diferencie A de B e explique quando cada um se aplica.”
Responda por escrito, cronometrado, dentro do espaço de 10 a 15 linhas. Esse treino simula exatamente o que a banca vai cobrar.
Essa é a técnica que chamamos de livro de perguntas e ensinamos na Mentoria Excelere.
3. Treine síntese não volume
A habilidade de responder um tema complexo em 5 ou 6 linhas por parágrafo não vem naturalmente. É uma habilidade que se desenvolve com treino específico e principalmente com o foco em palavras-chave.
Quem não praticou síntese antes vai sentir isso na hora da prova: ou escreve demais e perde o fio, ou escreve de menos e não atinge o mínimo exigido.
A prática: escolha um tema que você já domina e escreva uma resposta de 12 linhas. Depois reduza para 10. Depois expanda de volta para 14 com mais detalhes. Esse exercício de compressão e expansão é o melhor treino de controle de espaço.
4. Treine a caligrafia nos termos técnicos
Na prova de 2016, candidatos perderam pontos por letra ilegível em termos técnicos específicos. Houve casos de palavras circuladas pela banca por estarem ilegíveis – e esse tipo de perda é completamente evitável.
Treine escrever com clareza os termos técnicos da sua área que você costuma grafar com rapidez: nomenclaturas químicas, termos forenses, siglas escritas por extenso. Uma palavra ilegível pode ser ignorada pelo corretor – e ali pode estar exatamente a palavra-chave que valeria pontos.
5. Inclua a discursiva no cronograma – no momento certo
Um erro frequente é tratar o treino de discursiva como algo separado do restante da preparação, a ser feito “quando sobrar tempo”. Isso costuma significar que ele nunca acontece de forma sistemática.
A discursiva precisa entrar no cronograma de forma planejada: com horário definido, frequência semanal e progressão de dificuldade ao longo dos meses. Não é um item complementar – é uma etapa que vale 100 pontos.
Na Mentoria, você conversa com o mentor e ajusta a melhor programação para a sua disponibilidade e nível de estudos atual.
6. Revise com checklist antes de finalizar a resposta
Antes de passar para a próxima questão na prova, verifique:
- A primeira frase define o conceito central com termo técnico?
- As palavras-chave do tema estão no texto?
- O texto está dentro do espaço (10-15 linhas)?
Esses 30 segundos de revisão podem evitar perdas desnecessárias.
Como a Mentoria Excelere prepara você para a discursiva
A discursiva é uma etapa que a maioria dos candidatos subestima – e que a Mentoria Excelere trata com a seriedade que merece.
Dentro da mentoria, você tem acesso a recursos específicos para essa etapa:
Planejamento estratégico com seu mentor
Seu mentor inclui o treino de discursiva no seu cronograma na proporção e no momento certo – sem comprometer o estudo do conteúdo objetivo. Não é algo que você tenta encaixar no final: é parte do plano desde o início, dimensionado para o tempo que você tem disponível.
Mapa da Aprovação — Aula de Técnicas para Discursiva
Dentro do curso Mapa da Aprovação (incluído na mentoria), há uma aula completa dedicada exclusivamente às técnicas de escrita para a discursiva em concursos de Perito Criminal: estrutura de resposta, controle de espaço, como trabalhar com palavras-chave e como adaptar a escrita para diferentes tipos de questão.
Aula #44 — Discursiva com Palavras-Chave
Aula dedicada à estratégia de estudo orientada por palavras-chave: como identificar os termos críticos de cada assunto do edital, como criar seu banco de questões para treino e como incorporar esses termos de forma natural e coerente na resposta — sem forçar ou parecer mecânico.
Aula #70 — Checklist de Revisão de Discursivas
Checklist prático para revisar suas respostas treinadas antes da prova: o que verificar em cada parágrafo, como identificar lacunas de palavras-chave, como ajustar a estrutura para maximizar a pontuação no espelho de correção.
DNA de Conteúdo por assunto do edital
Para cada matéria do edital, você recebe o DNA de Conteúdo — um mapeamento dos pontos que realmente caem, incluindo os termos técnicos que aparecem com mais frequência nas provas. Esse material é o insumo direto para o estudo orientado à discursiva.
Mais de 600 candidatos foram aprovados para Perito Criminal com a Mentoria Excelere desde 2017.
A Leilane Verga — fundadora da mentoria e ex-perita aprovada em 1º lugar no IGP-RS — desenvolveu o método a partir da própria experiência de preparação e dos padrões identificados em mais de 3.000 mentorados.
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Perguntas frequentes sobre a discursiva de Perito Criminal da PCDF
Quanto vale a prova discursiva no concurso de Perito da PCDF?
A prova discursiva valeu 100 pontos no último concurso (2016) — o mesmo peso da prova objetiva. Na prática, isso significa que o desempenho na discursiva pode mudar dezenas de posições na classificação final, tanto para cima quanto para baixo.
Quantas questões tem a discursiva de Perito Criminal da PCDF?
A prova de 2016 teve quatro questões de 10 a 15 linhas cada. A Questão 1 foi de Conhecimentos Gerais (Direito Penal), igual para todos os candidatos. As Questões 2, 3 e 4 foram de Conhecimentos Específicos da área de inscrição de cada candidato.
O que a banca avalia na discursiva de Perito da PCDF?
A banca avalia adequação ao tema, argumentação, coerência e elaboração crítica. Os corretores utilizam um gabarito de palavras-chave — não são necessariamente especialistas na área técnica do candidato. Dominar os termos técnicos de cada assunto do edital é o fator mais importante para pontuar bem.
Como treinar para a discursiva sem ter questões anteriores disponíveis?
A estratégia recomendada é criar suas próprias questões ao terminar cada tópico do edital: “O que é X?”, “Quais os requisitos de Y?”, “Diferencie A de B”. Responda por escrito, cronometrado, dentro do espaço de 10 a 15 linhas. Esse treino simula o formato real da prova.
Posso usar introdução e título na discursiva de Perito da PCDF?
Não é recomendado. Em questões de 10 a 15 linhas, introdução formal e título desperdiçam espaço que poderia conter palavras-chave avaliadas pela banca. A orientação é começar diretamente com a definição do conceito central — o tópico frasal — na primeira frase.
O que pode zerar uma questão na discursiva?
Fugir completamente do tema, escrever menos do que o mínimo exigido (10 linhas) ou colocar qualquer marca que identifique o candidato na folha de resposta são critérios de eliminação da questão.
Prepare-se com quem entende de concursos de Perito Criminal
A Leilane Verga foi aprovada em 1º lugar no concurso de Perito Criminal do IGP-RS e em 1º lugar em Santa Catarina.
Desde 2017, já ajudou mais de 600 candidatos a conquistarem sua aprovação como Perito Criminal com o método da Mentoria Excelere – o primeiro programa de mentoria especializado exclusivamente nessa carreira.
Se você está se preparando para o concurso de Perito da PCDF e quer uma preparação estruturada, com acompanhamento individual e método testado em centenas de aprovações, a Mentoria Excelere foi feita para isso.


