Qual faculdade fazer para ser Perito Criminal? Guia completo por área de atuação

Se você chegou até aqui, provavelmente está num momento decisivo: escolher uma graduação com os olhos no concurso de Perito Criminal — ou já está cursando e quer confirmar se está no caminho certo.

A resposta curta é: não existe um único curso “certo”.

Mas existe uma lógica clara por trás das formações aceitas nos editais — e entendê-la vai te ajudar a fazer uma escolha que sustente tanto a sua aprovação quanto a sua carreira depois dela.

Neste artigo você vai ver quais graduações aparecem com mais frequência nos editais de Perito Criminal, por que certas formações não são aceitas (mesmo que vendam a ideia de que são), e como escolher com inteligência — unindo aceitação nos editais, afinidade pessoal e possibilidade real de trabalhar na área enquanto estuda.

Leia também: Como se preparar para o concurso de Perito Criminal

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Por que a perícia criminal exige uma graduação específica e qual faculdade fazer?

A resposta está na natureza do trabalho.

A perícia criminal não é uma área genérica — ela aplica conhecimento científico especializado para resolver crimes. Cada tipo de perícia exige um conjunto de competências técnicas que só uma formação específica oferece.

Pense assim: para estimar a velocidade de um veículo num acidente de trânsito, o perito precisa aplicar física, cálculo e conhecimento de engenharia.

Para analisar uma amostra de droga apreendida, precisa dominar análise química laboratorial.

Para examinar um documento suspeito de falsificação, trabalha com grafoscopia e documentoscopia.

Não é “achismo técnico”. É ciência aplicada à investigação criminal.

Por isso, os editais de Perito Criminal aceitam formações que correspondem às áreas em que há demanda real de perícia dentro das instituições — e excluem as que não têm essa correspondência no campo de atuação.


Cuidado com esses cursos: eles não servem para o concurso de Perito Criminal

Antes de falar sobre o que serve, é preciso alertar sobre o que não serve — porque você vai encontrar isso em anúncios pagos enquanto pesquisa sobre o tema.

Graduação em Ciências Forenses, Tecnólogo em Investigação Forense e Perícia Criminal — esses cursos são amplamente comercializados com a promessa de preparar para a carreira de Perito, mas a realidade é outra: a maioria dos editais de Perito Criminal não aceita essas formações.

O diploma de graduação em perícia ou ciências forenses, por si só, não habilita para o concurso.

O que habilita é ter uma formação em uma área científica com demanda real de atuação pericial dentro das instituições de segurança pública.

Se o seu curso não está no edital, não adianta nem pós-graduação na área — a graduação de base é o que conta.


Quais são os cursos mais aceitos nos editais de Perito Criminal?

Analisando os editais publicados nos últimos anos — estaduais e federais —, as formações que aparecem com mais frequência são:

Top 5 de maior aceitação:

  • Engenharia Civil
  • Farmácia
  • Engenharia Mecânica
  • Química
  • Biologia (Ciências Biológicas)

Com boa aceitação:

  • Biomedicina
  • Ciências Contábeis
  • Engenharia Elétrica
  • Ciência da Computação
  • Física
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia Química
  • Geologia
  • Agronomia
  • Odontologia
  • Engenharia Eletrônica
  • Medicina Veterinária

O padrão que une todas elas: engenharias, ciências exatas, ciências da natureza e áreas aplicadas com correspondência direta nas áreas de atuação pericial.

Vale lembrar que estamos falando de Perito Criminal — que lida com análise de vestígios, locais de crime, documentos, drogas, veículos, tecnologia.

O Perito Médico-Legista, que trabalha com necropsia e exames de corpo delito, tem requisito diferente: diploma de medicina. São cargos distintos.


Por que alguns cursos não aparecem nos editais?

A regra é simples: só entra no edital o que existe como área de atuação dentro da instituição.

Enfermagem, por exemplo, é uma formação de alta relevância na saúde pública — mas praticamente não aparece nos editais de Perito Criminal porque não existe, dentro das instituições de perícia brasileiras, uma seção de enfermagem forense estruturada.

A área simplesmente não foi desenvolvida até aqui no Brasil.

Isso pode mudar no futuro. Mas enquanto não houver demanda operacional, não haverá vaga para esse perfil nos concursos.

O mesmo raciocínio se aplica a qualquer graduação que você esteja avaliando: primeiro verifique se existe, dentro das polícias científicas e institutos de perícia, trabalho pericial que exija aquela formação.

Se sim, o curso provavelmente aparece nos editais. Se não, a chance é mínima.


Como escolher a graduação certa para o concurso de Perito Criminal

Saber quais cursos são aceitos é o primeiro passo — mas não é suficiente para tomar uma boa decisão.

Existem três critérios que precisam estar alinhados para que sua escolha seja inteligente:

1. Afinidade pessoal com a área

Isso não é conselho motivacional. É estratégia de aprovação.

A maior parte da nota nos concursos de Perito Criminal vem das disciplinas de Específicas — aquelas da sua área de formação. Engenharia civil, química orgânica, análise instrumental, sistemas digitais. Matérias que exigem profundidade técnica.

Se você escolheu engenharia civil só porque é um dos cursos mais aceitos, mas tem aversão a cálculo desde o colégio, essa escolha vai te custar caro na preparação. Não é impossível de superar, mas é um peso desnecessário.

Quem tem afinidade com a área de formação aprende o conteúdo com mais facilidade, retém melhor, e chega à prova com mais segurança nas Específicas — que, em muitos editais, valem até 60% da nota total.

2. Aceitação real nos editais

Com a lista acima, você já tem um bom ponto de partida. Mas é importante ir além do ranking geral e verificar o perfil dos editais que te interessam especificamente.

Se o seu objetivo é o concurso de Perito Criminal Federal (Polícia Federal), o perfil de vagas por área tende a ser diferente do concurso estadual.

Se você tem interesse em trabalhar no Rio Grande do Sul (IGP-RS), em São Paulo (IC-SP) ou na PCDF, os editais de cada instituição têm histórico próprio de formações aceitas e número de vagas por área.

Pesquise os editais anteriores dos concursos que você quer prestar.

Isso dá muito mais precisão do que um ranking geral.

3. Possibilidade de atuação profissional enquanto estuda

A aprovação no concurso de Perito Criminal raramente acontece logo depois da colação de grau.

A maioria dos candidatos aprovados prestou o concurso anos após se formar — trabalhando na profissão, pagando as contas, construindo experiência.

Se você escolher uma graduação que não te dá nenhuma perspectiva de emprego enquanto estuda para o concurso, vai estar num caminho difícil.

Formações como engenharia, farmácia, química e computação abrem portas no mercado de trabalho — o que garante estabilidade financeira durante a preparação.

A tríade que sustenta uma boa escolha: gostar da área + ser aceito nos editais + ter onde trabalhar até a aprovação.

Leia também: Como se preparar para o concurso de Perito Criminal


E os cursos de perícia prática, como “local de crime”? Valem?

Cursos práticos de perícia — como cursos de local de crime, curso de papiloscopia, análise de vestígios — são interessantes para ter uma visão do que é a rotina pericial.

Mas a contribuição deles para o concurso público é mínima.

Eles não substituem a graduação de base. Não contam ponto na prova de títulos na maioria dos editais. E não adiantam nada se o seu diploma de graduação não está entre os aceitos.

Considere esses cursos como uma janela para o mundo da perícia — não como preparação para o concurso.


O que realmente define a velocidade da sua aprovação

Escolher a graduação certa é uma condição necessária — mas não é o que diferencia quem é aprovado para Perito de quem fica anos no ciclo de tentativas sem resultado.

O que define essa diferença é como você estuda para o concurso.

A forma como você organiza o conteúdo, como distribui as disciplinas, como faz revisão, como resolve questões, como transforma leitura em retenção de longo prazo.

A prova de Perito Criminal não perdoa estudo desorganizado.

O conteúdo é vasto, as Específicas são profundas, e a concorrência é formada por candidatos técnicos e determinados.

É exatamente isso que a Mentoria Excelere ensina: método de estudo testado em centenas de aprovações reais, com estratégia de conteúdo, revisão e gestão do tempo construída especificamente para o perfil dos concursos de Perito Criminal.

Se você quer transformar a sua graduação em vantagem competitiva de verdade, conheça a Mentoria Excelere.


Perguntas frequentes

Qual é o melhor curso para fazer o concurso de Perito Criminal?

Não existe um único “melhor curso”. As graduações com maior aceitação nos editais são Engenharia Civil, Farmácia, Química, Biologia e Engenharia Mecânica. A escolha ideal combina três fatores: aceitação nos editais que você quer prestar, afinidade pessoal com a área e possibilidade de trabalhar na profissão durante a preparação.

Curso de Ciências Forenses serve para o concurso de Perito Criminal?

Na maioria dos editais de Perito Criminal, não. A graduação em Ciências Forenses ou Tecnólogo em Investigação Forense raramente é aceita como requisito para o cargo de Perito Criminal Oficial. É importante verificar o edital específico de cada instituição antes de se matricular em qualquer curso com essa finalidade.

Preciso de pós-graduação em perícia para prestar o concurso?

Não. O requisito principal é a graduação de base na área aceita pelo edital. Uma pós-graduação em perícia ou ciências forenses não substitui a graduação e, na maioria dos casos, não é exigida nem pontuada no concurso. O que vale é ter a formação de ensino superior no curso específico exigido pelo edital.

Enfermagem é aceita nos concursos de Perito Criminal?

Praticamente não. Até o momento, não existe uma área de enfermagem forense estruturada dentro das instituições de perícia criminal brasileiras. Por isso, o curso de enfermagem não aparece como requisito nos editais de Perito Criminal na grande maioria dos casos.

Quanto tempo leva para ser aprovado no concurso de Perito Criminal após a graduação?

Não há uma média fixa — depende do método de estudo, da frequência dos concursos e do perfil de cada candidato. O que os dados da Mentoria Excelere mostram é que candidatos com método estruturado chegam ao resultado com mais consistência e em menos tentativas do que aqueles que estudam sem direcionamento claro.


Prepare-se com quem entende de concursos de Perito Criminal

A Leilane Verga foi aprovada em 1º lugar no concurso de Perito Criminal do IGP-RS em 2017. Desde então, já orientou mais de 3.000 candidatos e viu mais de 600 aprovações para Perito Criminal em todo o Brasil — com o método da Mentoria Excelere.

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