Distribuição de vagas Perito PCDF: o que é real e boato

Vazou uma das informações mais esperadas do ano: a possível distribuição das 150 vagas do concurso de Perito Criminal da PCDF entre as áreas de formação — e, com ela, quais cursos serão aceitos em cada uma.

Estamos em julho de 2026, o edital ainda não saiu, e antes de você tomar qualquer decisão de estudo é preciso separar o que essa tabela realmente indica do que ainda é especulação.

Neste artigo você vê a distribuição completa por área, entende de onde veio essa informação e por que ela é confiável mesmo sendo extraoficial, e descobre o que muda na estratégia de prova — especialmente para quem é da engenharia e para quem vem da Biomedicina.

De onde veio essa informação (e dá pra confiar?)

O print da distribuição foi publicado pelo perfil Victor Concursos, uma das fontes mais conhecidas do meio de concursos, que costuma antecipar informações extraoficiais que depois se confirmam.

Ele não divulgou a origem do documento, mas a hipótese mais provável é que a tabela tenha saído do termo de referência enviado às bancas organizadoras.

Isso faz sentido quando você junta as peças dos últimos meses.

Desde o fim de 2025 o concurso está no status de “aguardando contratação da banca”. No mês passado vazou o print de um e-mail da PCDF (datado de 10 de junho de 2026) encaminhando pedido de orçamento para bancas como Cebraspe e FGV.

Poucos dias depois, em 15 de junho, apareceu um e-mail semelhante sobre o concurso de agente policial de custódia da PCDF — esse com o conteúdo visível: procedimento de contratação de banca, com prazo estendido para envio de propostas até 30 de junho de 2026.

Ou seja: uma informação isolada pode não dizer muita coisa, mas quando o termo de referência, os pedidos de proposta às bancas e agora a distribuição de vagas começam a se encaixar, o quadro fica difícil de ignorar. Importante deixar claro: nada disso é oficial.

Só a publicação do edital confirma. Mas tudo aponta na mesma direção.

A distribuição de vagas por área

São 150 vagas no total — número que já estava na autorização do concurso.

A novidade da tabela é como elas se dividem entre as áreas e o fato de virem em três entradas.

Pela informação extraoficial que já circulava, essas 150 vagas não são de nomeação imediata: são três cursos de formação de 50 vagas cada.

A leitura mais provável é que a 1ª entrada corresponda às vagas de nomeação imediata (o primeiro curso de formação) e as 2ª e 3ª entradas ao cadastro reserva, divididas em duas turmas seguintes.

Áreas de formação e cursos aceitos

Antes da tabela, veja quais formações entram em cada área:

  • Área 1 — Física
  • Área 2 — Fonoaudiologia
  • Área 3 — Medicina Veterinária
  • Área 4 — Odontologia
  • Área 5 — Análise de Sistemas; Ciência da Computação; Engenharia da Computação; Engenharia de Redes de Comunicação; Informática
  • Área 6 — Ciências Biológicas; Biomedicina; Bioquímica
  • Área 7 — Química; Engenharia Química; Química Industrial
  • Área 8 — Farmácia; Farmácia Bioquímica
  • Área 9 — Ciências Contábeis
  • Área 10 — Ciências Econômicas
  • Área 11 — Geologia; Engenharia de Minas
  • Área 12 — Engenharia Civil
  • Área 13 — Engenharia Mecânica; Engenharia Mecatrônica
  • Área 14 — Engenharia Elétrica; Engenharia Eletrônica; Engenharia de Telecomunicações
  • Área 15 — Engenharia Agronômica; Engenharia Florestal; Engenharia Cartográfica

Vagas por área e por entrada

Área de formaçãoTotal de vagas1ª entrada2ª entrada3ª entrada
Área 110235
Área 22110
Área 34211
Área 42101
Área 555252010
Área 610235
Área 710235
Área 810235
Área 99333
Área 102110
Área 112101
Área 127133
Área 1310244
Área 1410244
Área 157313
Total150505050

A concentração de vagas em Área 5 (computação, sistemas, informática), com 55, era esperada: é a área de maior demanda em praticamente qualquer instituição de perícia hoje.

E chama atenção o volume nas áreas de saúde e exatas — 10 vagas só para Farmácia, 10 só para Química, 10 para as Biológicas.

Para quem está acostumado a disputar uma ou duas vagas com todo mundo junto, isso é um cenário raro em concursos de Perito.

O que essa distribuição muda de verdade

Duas mudanças aqui não são detalhe — elas alteram diretamente o que você deveria estar estudando.

A entrada da Biomedicina. A Biomedicina aparece na Área 6, junto com Ciências Biológicas e Bioquímica. Era a hipótese mais provável, já que dificilmente Biomed teria uma área isolada. Sobre o conteúdo: o edital de 2016 já cobrava praticamente tudo o que está na grade de Biomedicina, então a tendência é que não mude muito. Quem já estudou o conteúdo de 2016 pode, no máximo, olhar o que caiu em concursos recentes (como a PF) e checar se há algum tópico novo para aprofundar desde já.

A separação das engenharias. Aqui está a virada de estratégia mais séria. No edital de 2016, todas as engenharias faziam a mesma prova, com o mesmo conteúdo. A nova legislação de carreiras da PCDF (que entrou em vigor este ano) passou a listar nominalmente as engenharias aceitas — e a distribuição vazada aparece dividindo as engenharias por área: a Química junto com a Química (Área 7), a de Minas com a Geologia (Área 11), e Civil, Mecânica, Elétrica e Agronômica em áreas próprias.

Se isso se confirmar, quem estudava para uma prova única com todas as engenharias passa a se preparar para uma prova só do conteúdo específico da sua área.

É uma mudança grande de rota — e é exatamente o tipo de decisão que não se toma com base em informação extraoficial.

Na Mentoria Excelere, os mentores já estão discutindo como orientar cada aluno de engenharia diante desse cenário, justamente porque calibrar o conteúdo errado agora custa semanas de estudo desperdiçado.

E a legislação? Tecnólogos, licenciaturas e cursos de fora

Alguns pontos importantes que já geraram dúvida:

A legislação da PCDF não restringe o tipo de diploma — fala em curso superior nas áreas listadas. Então, pela lei, tecnólogos (por exemplo, Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Área 5) e licenciaturas não estão proibidos. A confirmação real, no entanto, virá com o edital.

A instituição pode restringir quais cursos aceita dentro do que a lei permite — é uma decisão discricionária dela. O que ela não pode é incluir um curso que a legislação não prevê. Por isso engenharias que entravam pelo critério amplo de 2016 podem não entrar mais: a lei agora lista nominalmente.

E não caia na armadilha de comparar com a PF: cada instituição divide suas áreas conforme a própria demanda.

O fato de a PF ter contemplado uma área não significa que a PCDF vá repetir.

Quando o edital deve sair?

Não há banca contratada ainda, então não existe data.

Mas pela lei distrital, o intervalo mínimo entre a publicação e a prova é de 3 meses — na prática, algo entre 3 e 4 meses é o mais realista.

Some isso à sequência de sinais dos últimos meses (termo de referência, propostas de banca, prazo de orçamento até 30 de junho) e você entende por que este é um momento decisivo, e não um “daqui a muito tempo”.

Vale lembrar também que a distribuição de vagas ainda passa por ampla concorrência e cotas (listas especiais), então os números por área não são todos de ampla.

Como se preparar para o Perito Criminal da PCDF

Com um cenário em que as áreas foram provavelmente separadas, a preparação inteligente começa por não estudar no escuro.

Duas frentes importam agora:

Primeiro, direcionar o conteúdo pela sua área específica — não faz mais sentido estudar como se todas as engenharias caíssem juntas, nem tratar Biomedicina como bloco isolado do que a banca cobra.

Segundo, priorizar por custo-benefício: estudar mais rápido, memorizar mais com menos revisões e escolher matérias pelo retorno em pontos, não pelo peso bruto do edital.

Não se iluda com “área com poucas vagas é mais fácil”. A concorrência em Perito é sempre qualificada — gente que já prestou outras provas, com bagagem. Parta do pressuposto de que vai ser disputado e prepare-se à altura desde já.

Quer uma preparação estratégica para a PCDF?

A Mentoria Excelere tem Guia de Estudos específico para Perito Criminal, com o conteúdo mapeado por quem já foi perita aprovada em 1º lugar e já acompanhou +600 candidatos à aprovação.

É esse acompanhamento que, num momento de mudança de regras como este, ajusta o seu plano antes de você perder tempo estudando o que talvez nem caia mais na sua área.

Perguntas frequentes

As 150 vagas do concurso PCDF Perito Criminal são de nomeação imediata? Não. Pela informação extraoficial, as 150 vagas se dividem em três cursos de formação de 50 vagas cada. A leitura mais provável é que a 1ª entrada (50 vagas) seja de nomeação imediata e as demais 100 componham o cadastro reserva, em duas turmas seguintes.

A distribuição de vagas por área já é oficial? Não. O print divulgado pelo perfil Victor Concursos é extraoficial e provavelmente veio do termo de referência enviado às bancas. As informações se encaixam com o que já se sabia, mas só a publicação do edital confirma de forma definitiva.

Biomedicina pode fazer o concurso de Perito Criminal da PCDF? Sim. Na distribuição divulgada, a Biomedicina aparece na Área 6, ao lado de Ciências Biológicas e Bioquímica, com 10 vagas no total. O conteúdo específico tende a ser próximo do que o edital de 2016 já cobrava para a área.

As engenharias vão fazer provas separadas na PCDF? Provavelmente sim. A nova legislação de carreiras passou a listar as engenharias nominalmente, e a distribuição vazada as separa por área. Se confirmado, cada engenharia terá conteúdo específico próprio, diferente do modelo de 2016 em que todas faziam a mesma prova.

Quando o edital do concurso PCDF Perito deve ser publicado? Ainda não há banca contratada, então não há data definida. Pela lei distrital, o intervalo mínimo entre a publicação e a prova é de 3 meses — na prática, entre 3 e 4 meses. Os sinais recentes indicam que o processo está avançando.

A hora de decidir é agora — e o motivo é concreto

Se você chegou até aqui procurando entender a distribuição, é porque provavelmente já está estudando ou muito perto de começar.

E o incômodo real, num momento como este, não é falta de vontade — é a insegurança de estar estudando a coisa errada.

A área pode ter mudado, o conteúdo da sua formação pode ter se estreitado, e ninguém quer descobrir isso depois de meses no caminho antigo.

A virada não é estudar mais horas.

É ter alguém que já passou por essa prova ajustando o seu plano na exata medida em que as regras mudam — para você não gastar julho estudando um edital de 2016 que talvez não valha mais para a sua área.

Quando as peças estão se juntando desse jeito, quem tem direcionamento transforma incerteza em vantagem; quem está sozinho, calibra no escuro.

Há um detalhe prático que torna este o melhor momento para entrar: quando o edital sai, as matrículas da mentoria fecham — porque a prioridade passa a ser refazer os planos de quem já está dentro.

Além disso, quem entra no pré-edital tem upgrade gratuito para o plano pós-edital, que é mais caro justamente porque o trabalho de replanejamento dobra na reta próxima da prova.

Ou seja: entrar agora custa menos e ainda garante o acompanhamento completo quando o edital chegar.

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Leilane Verga

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13/12

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