Como conciliar faculdade e concurso público

faculdade e concurso

Quer conciliar faculdade e concurso, mas não sabe como?

Então continua lendo para aprender a ter sucesso nos dois!

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Minha história conciliando faculdade e concurso

Nem todos sabem disso, mas quando comecei a estudar para concursos estava no terceiro ano da faculdade.

Fiz Biomedicina (faculdade integral), e conciliava a vida universitária com estágio, cursinho pra concursos e com a vida de dona de casa.

Foram quase dois anos com essa rotina, o que culminou eventualmente nas minhas aprovações pra Perito Criminal:

  • 1º lugar no IGP-SC (hoje Polícia Científica)
  • 1º lugar no IGP-RS
  • 2º lugar na Polícia Científica do Paraná 

Na mentoria também temos vários alunos que estudam ainda na graduação.

Então hoje vou te contar os segredos para dominar essa arte!

Leia também: como passei nos concursos que prestei

E vamos à primeira dica…

Você não vai estudar para os dois ao mesmo tempo!

Como assim? Não acabei de dizer que ia te ensinar a conciliar faculdade e concursos?

Sim, exatamente. Ainda irei.

E a primeira coisa que você precisa saber é que não estudará para os dois ao mesmo tempo.

Na realidade, cada atividade deve ter seu próprio horário – mesmo que você tenha matérias em comum entre faculdade e concurso.

Vai por mim… misturar os dois não vai dar bons resultados!

Não só vai atrapalhar seu planejamento, como as matérias são cobradas de forma diferente no concurso, então nem sempre você aproveita tão bem o conteúdo.

E isso nos leva à segunda dica que é justamente…

Separe horário para cada atividade

E eu não estou falado aqui só de cronograma de estudos.

Estou falando da sua vida inteira!

Sempre que faço uma live sobre gerenciamento do tempo e afins, vejo que existe um denominador em comum entre as pessoas da aula:

Elas não têm controle nenhum sobre a sua rotina.

E pergunto inclusive pra você agora (responda sinceramente):

Você tem todos os horários e atividades do seu dia no papel?

Você sabe qual é a hora de acordar, de comer, de descansar, de estudar pra faculdade, de estudar pro concurso?

Se você não tem isso muito claro, você terá problemas rapidamente.

Quem concilia atividades tão dispendiosas como essas não pode se dar ao luxo de não organizar sua rotina.

Você não pode deixar pra fazer algo “quando dá” ou “quando está motivado”.

Então faça um favor a si mesmo:

Baixe agora o nosso E-book de organização de estudos (que tem, inclusive, um módulo sobre organização da vida pessoal) e coloque sua rotina no papel.

Se você não tem rotina, é hora de criar uma.

E falando sobre rotina, outro aspecto importante não é só o que fica nela, mas também o que irá sair.

O que sai da sua rotina?

Ok, você resolveu começar a estudar pra concursos enquanto cursa a graduação.

Mas você pode não ter se dado conta de que as suas 24 horas do dia continuam as mesmas.

Percebeu?

Sua disponibilidade de tempo não aumentou, mas suas responsabilidades sim.

E um grande erro de quem surta porque não consegue conciliar essas atividades é achar que elas vão coexistir na sua rotina magicamente.

Sem precisar alterar nada… simplesmente a sua vontade de estudar pra concursos vai ser suficiente pra que as coisas funcionem bem!

Pois então, isso é uma ilusão.

Além do aspecto crucial da organização que falei acima, a maioria das pessoas também vai precisar refletir o que sai da rotina pra abrir espaço pro concurso (já que a faculdade não pode sair… imagino eu!).

Alguns exemplos:

  • Será que realmente agora é a hora de aprender a falar mandarim?
  • Será que as tardes à toa vendo Netflix são o melhor uso do seu final de semana agora?
  • Será que o tempo que você passa em redes sociais não poderia ser aproveitado melhor de outras maneiras?

Acredite em mim, 99% das pessoas têm tempo, sim.

Mas ou esse tempo está sendo mal gerenciado, ou mal empregado, ou ambos.

Então sua tarefa é identificar o que é realmente essencial na sua rotina hoje.

O que não é prioridade deve sair.

Não deixe nada para a última hora

Junto com as suas habilidades de administração do tempo, você também precisa acostumar a desenvolver as habilidades de planejamento.

E planejamento significa se preparar com antecedência para algo.

Pegou a dica?

Se não pegou, explico.

Planejamento, pra você, será não deixar nada para a última hora. 

Não estudar para as provas da faculdade nas vésperas. 

E mais importante ainda, não achar que vai se dar bem no concurso pegando firme só quando o edital sair.

Adapte sempre que necessário

Digamos que você se organizou, se planejou, e está mantendo uma rotina bacana que inclua o estudo pra faculdade, o estudo pra concursos, e suas atividades essenciais de manutenção da vida e da saúde.

Excelente!

Mas aí sai um edital e você fica desesperado porque o tempo pra estudos é pouco.

Ou entra em fim de semestre e você precisa tirar nota da faculdade.

E aí, como mantém a rotina bacana?

Não mantém.

Pois outra habilidade que você precisará desenvolver ao conciliar faculdade  concursos é a de adaptação.

Nem sempre vai dar pra levar os dois de forma equilibrada.

Em alguns momentos, o concurso vai chamar mais.

Em outros, a faculdade será prioridade.

Eu mesma abandonei totalmente o concurso na época do meu TCC e das últimas provas da faculdade.

Não que o concurso não fosse prioridade, mas a faculdade, naquele momento, era mais!

Mas veja que foi um desequilíbrio temporário.

Assim que entreguei meu TCC, o concurso voltou para a minha rotina.

Então saiba que em algumas épocas, determinadas atividades exigirão mais de você.

E está tudo bem passar por períodos de desequilíbrio, desde que seja consciente, e que você se planeje para retomar o equilíbrio da rotina depois.

Mas saiba que pra manter essa rotina por um médio a longo prazo, você precisará aprender a manter sua energia alta.

Cuide da sua energia para conciliar faculdade e concurso

Essa dica aqui não vale só pra quem faz faculdade e presta concursos.

Vale pra qualquer pessoa, em qualquer situação. 

Mas é uma dica ainda mais relevante quando você tem uma rotina puxada, como deve ser o seu caso.

E cuidar da sua energia significa:

  • Prezar pela qualidade do seu sono, não só quantidade (ficar com o celular na cama é uma péssima ideia, por exemplo)
  • Reservar períodos de descanso de qualidade (ou seja, sair pra dar uma volta no parque em vez de ficar no sofá vendo Netflix)
  • Manter exercícios físicos (não precisa ir no crossfit todo dia, mas quem sabe não consegue ir pra faculdade de bicicleta em vez de carro?)
  • Respeitar intervalos de estudo (não adianta querer estudar horas a fio e nunca parar, ou usar seus intervalos para redes sociais)
  • Cuidar da sua alimentação (se recompensar com uma pizza pelo dia de estudos pode ser legal pra criar o hábito, mas será péssimo pra sua saúde)
  • Buscar relações saudáveis (talvez não seja o melhor momento pra estar naquele grupo de concurseiros ansiosos que passam o dia todo especulando e surtando)

Mais do que qualquer pessoa, você vai precisar desses cuidados com o seu corpo e com a sua mente.

Sem recarregar suas energias de forma apropriada, seu corpo não vai aguentar o tranco por muito tempo.

Stephen Covey, no livro Primeiro o Mais Importante, chama isso de afinar o instrumento.

“A expressão “afinar o instrumento” é uma metáfora para a energia que investimos em aumentar nossa capacidade pessoal nas quatro áreas fundamentais – física, social, mental e espiritual. Passamos tanto tempo ocupados em “tocar o instrumento” (produzindo resultados) que nos esquecemos de “afiná-lo” (manter ou aumentar nossa capacidade de produzir resultados no futuro”.

E aí, você está afinando seu instrumento com frequência pra conseguir conciliar tudo o que você quer fazer?

Foque no que pode ser feito

Por fim, não posso deixar de te lembrar de focar no que pode ser feito.

Mesmo que você se esforce, imprevistos acontecerão

Sua rotina vai precisar mudar de vez em quando.

Mas saiba que daqui a alguns anos você agradecerá pelo esforço de ter estudado agora – mesmo que pouco, mesmo que menos do que você gostaria.

E lembre que você pode prestar concurso pra Perito ainda na faculdade.

Não precisa do diploma pra fazer a prova!

E agora, mãos à massa?

Continue lendo: como começar a estudar para concursos em 5 passos

Fonte única e resumo: quais as diferenças?

fonte única concursos

Quem acompanha nossos conteúdos sabe que indicamos a fonte única como método principal de estudos.

Ao passo que não recomendamos a produção de resumos.

E principalmente por não conhecerem o objetivo e o conceito da fonte única, muitos concurseiros se confundem e acham que o resumo seria um tipo de fonte única.

Neste artigo, vamos esclarecer o que é a fonte única, para que serve e, principalmente, as suas diferenças para um resumo.

Mas já te adiantamos uma coisa:

Fonte única não é a mesma coisa que resumo!

O que é a fonte única?

Fonte única é o material construído ou lapidado no momento do estudo primário.

Para ser considerada uma fonte única, o material deve preencher os requisitos CDE.

  • Completa
  • Didática
  • Escrita

Ela deve ser completa, ou seja, deve conter todas as informações que você precisa sobre o assunto, e não apenas fragmentos da matéria.

A fonte única também deve ser didática, ou seja, deve facilitar a sua aprendizagem.

E isso inclui conter explicações, recursos adicionais de aprendizagem (ex.: mnemônicos) e ser organizada (visualmente limpa, bem ordenada).

Além disso, a fonte única deve ser escrita.

Então não podemos considerar que uma videoaula, por exemplo, é uma fonte única.

Leia também: como escolher um curso preparatório para Perito Criminal

Agora que esclarecemos o que é a fonte única, vamos destrinchar as diferenças entre ela e os resumos.

Conteúdo do material

Resumos não preenchem o primeiro requisito da fonte única: ser completa.

Enquanto a fonte única é a matéria inteira, o objetivo de um bom resumo é ser um material enxuto.

Assim, enquanto os resumos contêm apenas fragmentos da matéria (ex.: apenas palavras-chave), a fonte única contém a integralidade da matéria.

Isso faz com que a fonte única seja uma fonte de consulta perene. Já que você pode recorrer a ela novamente sempre que tiver dúvidas sobre o assunto.

Já o resumo nunca terá todas as informações necessárias para o entendimento da matéria.

Se você fez um resumo completo, então você não resumiu nada.

E seu material provavelmente está mais próximo do conceito da fonte única do que de um resumo.

Didática do material

Outro requisito que os resumos normalmente não preenchem é o da didática.

Pegue um PDF de cursinho ou um livro, por exemplo.

Normalmente estão organizados em capítulos, seções e subseções.

Contém explicações, esquemas, imagens.

E as informações estão dispostas de forma ordenada e fácil de encontrar.

Ou seja, podemos considerar esses materiais como tipos de fonte única, por esse requisito.

Um resumo, por outro lado, não terá esse nível de ordem.

Pois normalmente o concurseiro apenas anota alguma palavra-chave que remeta a partes da matéria, mas sem nenhum tipo de hierarquia (índice, seções, etc.).

Outro ponto em que os resumos perdem didática é a (des)organização que eles agregam com o tempo.

Pois conforme o concurseiro avança nos estudos e resolve questões de concurso, ele vai incluindo cada vez mais informações no resumo

Que, por sua vez, vai ficando visualmente desordenado e dificultando a apreensão do seu conteúdo.

E, assim, o resumo perde seu próposito original: que era de ser enxuto e objetivo.

E vai ficando cada vez maior, mas ainda incompleto – e bagunçado!

Objetivos diferentes

Como já adiantamos acima, os dois materiais também possuem propósitos diferentes.

O propósito da fonte única é ser um material o mais completo possível. De forma que você consiga acesso fácil a explicações sempre que precisar.

o propósito do resumo é que ele seja um material o mais enxuto possível. De forma que você consiga acesso rápido a pontos muito específicos da matéria.

Assim, enquanto a fonte única é elaborada no estudo primário e será utilizada ao longo das revisões seguintes, o resumo se torna, basicamente, apenas um material de revisão pontual.

Momento da construção

Mais uma diferença está no momento da construção desses dois materiais, e aqui está um ponto em que muitos concurseiros erram de forma grave.

O mais comum que vemos é a prática de elaborar resumos no momento do estudo primário, enquanto você tem o primário contato com a matéria.

Neste artigo sobre estudo sem resumos explicamos detalhadamente por que você não deve fazer isso.

Na realidade, o ideal seria que você usasse o estudo primário como momento para elaborar sua fonte única, objetivando um material mais completo, e não mais incompleto, como é o caso dos resumos.

Então 95% do conteúdo da fonte única é organizado por você no momento do estudo primário.

Os 5% restantes são provenientes das informações complementares apreendidas ao longo das revisões com novas fontes e resolução de questões.

Já o resumo, se feito corretamente, será elaborado não no estudo primário, e sim após várias baterias de questões e revisões.

Se o objetivo deste material é ser um recurso pontual e enxuto de revisões, então você só terá condições de elaborá-lo após realmente entender o que é mais importante do assunto e adquirir a habilidade de consolidar essas informações em poucas palavras.

Assim, se executadas da maneira correta, entendemos que fonte única e resumos têm momentos opostos de elaboração.

Qual utilizar: fonte única ou resumo?

Tendo esclarecido qual a diferença entre os dois, provavelmente resta a dúvida: qual utilizar?

E a verdade é que você não precisa escolher um ou outro.

Conforme explicamos, são recursos com objetivos diferentes, e momentos diferentes de construção.

Assim, podem ser usados em associação, porém em etapas distintas do estudo.

Mas ao passo que a fonte única é obrigatória para todas as matérias (será seu material base), o resumo é um recurso pontual que pode ou não ser utilizado, dependendo da sua necessidade.

Na nossa metodologia, o resumo é raramente recomendado.

Na mentoria os alunos aprendem outras técnicas de memorização ativa, cuja eficácia é muito maior que a dos resumos.

Para ampliar seu conhecimento nessas temas e melhorar seu desempenho nos estudos com fonte única, recomendo a leitura dos dois artigos a seguir:

Esperamos ter auxiliado.

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Estudo ativo para concursos

estudo ativo para concursos

Quer saber como melhorar seu desempenho com o estudo ativo para concursos?

Então continue lendo, pois hoje vamos esclarecer o que é estudo ativo e o que não é.

Estudo ativo para concursos

Se você estuda para concursos, provavelmente já ouviu alguém falar sobre estudo ativo.

Esse é um conceito que tem conquistado bastante espaço nos últimos anos.

Mas poucos explicam o que é o estudo ativo corretamente e, mais importante ainda, como aplicar essa estratégia.

Então hoje vamos esclarecer esses pontos!

O que é estudo ativo

Quando alguém ouve pela primeira vez o termo estudo ativo, pode achar que estão falando de uma técnica revolucionária, o “segredo dos aprovados”.

Mas nada disso é verdade.

Primeiro que o estudo ativo não é uma técnica!

Na realidade, é uma forma de estudar, um fundamento que está por trás das melhores técnicas de estudo.

E não tem nada de secreto no estudo ativo.

Pode ser que você já até utilize na sua estratégia, mas sem saber que era este o nome por trás.

Definição correta de estudo ativo

Chamamos de estudo ativo, então, qualquer técnica de estudos que você execute de forma ativa.

Ou seja, que envolva algum tipo de interação com o material, raciocínio ou esforço de recordação da matéria.

Qualquer coisa contrária a esse fundamento, portanto, é uma técnica passiva.

Por exemplo, é estudo ativo tentar resolver uma questão de concursos – pois você está ativamente tentando se lembrar da matéria.

Mas não é estudo ativo a simples releitura de um texto, pois você está apenas absorvendo as informações sem fazer nenhum tipo de esforço.

Então agora que você já sabe o que é estudo ativo, vamos entender a importância dessa estratégia.

Importância do estudo ativo para concursos

É consenso científico que técnicas passivas não ajudam tanto na retenção.

Pois é justamente quando tentamos nos lembrar ou encontrar uma lógica na matéria, que a consolidação das memórias acontece.

E não fazemos isso nas técnicas passivas, quando você simplesmente lê ou ouve as informações, sem nenhum tipo de interação com o material.

Então o estudo ativo é importante para concursos porque é a melhor forma de aprender e memorizar as matérias.

Se você já releu um material dezenas de vezes e ainda assim não memorizou, agora você sabe por quê!

Daremos a seguir alguns exemplos de técnicas comumente usadas pelos concurseiros, mas que não envolvem estudo ativo.

Técnicas que não são estudo ativo

Como já explicamos, é a forma de estudar que define se o estudo é ativo ou passivo.

E não a técnica, em si.

Mas podemos reunir com base na nossa experiência uma série de técnicas que são comumente executadas no modo passivo.

Então vejamos as principais!

Resumos

Normalmente o concurseiro vai ‘colando‘ do material original enquanto constrói o resumo.

E copiar fragmentos da matéria de um PDF ou livro, sem nenhum tipo de raciocínio, é estudo passivo.

Só que pela repetição dos conteúdos, você pode acabar decorando a matéria.

Mas a decoreba é uma memorização muito fraca, e também não significa que você aprendeu.

Leia também: Como estudar sem resumos

Videoaulas

Tentar transcrever tudo o que o professor fala também é passivo.

Ou, pior ainda, apenas assistir à aula sem fazer nenhum tipo de anotação.

Só que nas videoaulas o concurseiro tem a impressão que aprendeu, pois a explicação do professor tornou o assunto familiar.

Mas não confunda familiarização com retenção!

Estar familiarizado com a matéria é requisito para memorizar, mas não é condição suficiente que a consolidação das memórias aconteça.

Leitura e releitura

Quando você abre um caderno, legislação, livro ou PDF e simplesmente lê sem nenhum raciocínio, você está estudando de forma passiva.

Não é à toa que você frequentemente se distrai e perde o foco da leitura.

Se você estivesse realmente engajado com o material (estudo ativo), poderia manter a concentração na leitura por mais tempo.

Além disso, a releitura também gera a ilusão da fluência.

Esse fenômeno acontece quando você está familiarizado com o material e acha que sabe mais do que realmente sabe.

E isso te leva a subestimar o estudo futuro daquele assunto, pois acha que já aprendeu e não precisa se esforçar mais.

Grifos

Grifar não só não é técnica de estudos, como é um ato totalmente passivo.

Inclusive, existem estudos indicando que os grifos prejudicam o aprendizado, pois isolam partes da matéria do contexto.

E aí, quantas dessas técnicas você tem na sua rotina de estudos?

Será que agora você entende por que se esforça tanto, mas os resultados são abaixo do esperado?

Para buscar resultados melhores, é imprescindível que você reveja seus métodos e comece a aplicar o estudo ativo.

Técnicas de memorização com estudo ativo

Talvez agora que você já saiba o fundamento do estudo ativo tenha ficado mais fácil visualizar quais técnicas o aplicam.

Vamos recordar:

Se você faz esforço mental para se lembrar ou interagir com a matéria, você está estudando de forma ativa.

Então vejamos alguns exemplos de técnicas que comumente envolvem o estudo ativo!

Resolução de questões

Essa é provavelmente a técnica de estudo ativo mais conhecida.

Quando você resolve uma questão (sem colar do material), você precisa tentar se lembrar da matéria para encontrar a resposta.

E mesmo que você ache que não se lembra de tudo, a simples tentativa de recordar já ativa a memorização.

Mapas mentais

Para montar um mapa mental, você precisa exercitar o poder de síntese.

E a tentativa de resumir um longo material em algumas palavras-chave e imagens é esforço ativo.

Além disso, no mapa mental você trabalha sua capacidade de associação entre as diferentes partes da matéria.

Todos esses fatores, em conjunto, fazem dos mapas mentais uma poderosa ferramenta para o estudo ativo.

Validação

É possível associar a leitura com o estudo ativo, e a principal forma de fazer isso é por meio da técnica de validação.

Para aplicá-la, basta tentar evocar a matéria a cada parágrafo ou seção lida.

Ou seja, você fecha seu material e busca sintetizar em algumas frases tudo o que estudou naquele trecho.

É uma das formas mais poderosas de estudo ativo, pois te força a compreender e a prestar atenção a tudo o que lê.

Flashcards

Flashcards ou cartões de resposta são cartões que incluem uma deixa (dica) em uma das faces, e um conceito (explicação) na face oposta.

Quando você treina um flashcard, precisa tentar se lembrar da explicação para cada dica, antes de virar o cartão.

Ou seja, aqui também temos o princípio da recordação ativa sendo aplicado.

Outras técnicas de estudo ativo

As possibilidades de aplicação do estudo ativo são amplas, e podemos citar várias outras técnicas:

  • Fichamentos
  • Técnica das lacunas
  • Tabelas
  • Ensinar a matéria para alguém
  • Explicar para si mesmo
  • Associações estratégicas
  • Gravar áudios resumindo a matéria
  • Montar suas próprias questões
  • Resumo com palavras-chave
  • Técnica dos andaimes
  • Palácio da memória

Dentro da nossa mentoria, temos diversas aulas em que abordamos as técnicas de estudo ativo, aplicadas tanto ao estudo primário, quanto às revisões.

Como aplicar o estudo ativo para concursos

Agora que você já sabe o que é e o que não é o estudo ativo, sugiro que siga os passos a seguir:

  1. Avalie seu método atual, e identifique tudo o que você faz que NÃO é estudo ativo;
  2. Corte imediatamente essas técnicas;
  3. Escolha uma ou duas das técnicas aprendidas aqui e busque mais vídeos e artigos sobre elas;
  4. Após aprender bem a teoria das novas técnicas, comece a aplicar;
  5. Avalie o que funcionou e o que não funcionou, e volte no passo 3 em diante.

O segredo do estudo ativo é implementar cada vez mais técnicas diferentes.

Pois não é uma única técnica que vai te colocar no modo estudo ativo, como já falamos.

E sim o conjunto delas, executadas da forma correta.

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Leia também: Como melhorar a concentração nos estudos

Guia de estudos pós-edital: estratégias para estudar com prova marcada

estudos pós-edital - imagem de duas lâmpadas simbolizando ideias

Se você tem dúvidas do que muda no período de estudos pós-edital, esse artigo é para você!

Hoje você vai aprender estratégias para otimizar seu tempo de estudos entre edital e prova.

O que são os estudos pós-edital

Chamamos de pós-edital o período entre publicação de um novo edital e a realização da prova.

Normalmente, esse período leva de dois a três meses, podendo a ter menos tempo dependendo da prova.

Ou seja, o aluno normalmente tem pouco tempo de estudos para fechar um edital que chega a ter dez, doze matérias.

Então neste artigo nosso objetivo é te munir de estratégias para tirar o máximo do seu tempo de estudos pós-edital.

Mas antes, vamos falar um pouquinho sobre o que você deveria fazer antes da publicação do novo concurso.

Estudando no pré-edital

Se o estudo após publicação do novo edital é o pós-edital, quando ele acontece antes, chamamos de pré-edital.

Inclusive, essa é a denominação que utilizamos nos nossos planos de mentoria.

De forma ideal, você deveria começar seus estudos neste período, quando terá mais tempo para desenvolver uma boa estratégia de estudos, e fechar uma parte dos conteúdos da prova.

No pré-edital podemos esperar estratégias como:

  • Foco no aprendizado a longo prazo;
  • Revisões mais espaçadas e em maior número;
  • Calma na hora de aprender os conteúdos;
  • Estudo das matérias na ordem que propicia melhor aprendizagem;
  • Tempo de estudos equilibrado (sem deixar de dormir para estudar).

Ou seja, temos no pré-edital a oportunidade para um estudo mais lento e focado na qualidade.

Aqui, o aluno desenvolve uma bagagem de conhecimento que poderá ser aproveitada para vários concursos.

No entanto, quando sai o edital o aluno se depara com dois fatores que têm total impacto na estratégia:

  • O tempo limitado e o
  • Edital extenso, com tópicos e matérias novas.

Assim, novas estratégias são necessárias para os estudos pós-edital.

Vamos aprender quais são elas?

Tempo de estudos

Se antes falamos para ir no seu tempo, sem pressão, o pós-edital é a hora de dar um gás e estudar o máximo que você conseguir (mantendo a qualidade).

Assim, é o momento de adiar programas e eventos opcionais e focar 100% no concurso, pois qualquer minuto conta neste momento.

A diferença é que esse período intenso tem prazo para acabar, e você sente a adrenalina do edital aberto – o que ajuda a continuar.

Então descanse bem depois da prova, mas até lá dê tudo de si!

Ordem de estudos pós-edital das matérias

Se antes você possivelmente seguia uma ordem didática (ex.: a ordem do edital), agora é hora de dar preferência para os assuntos mais relevantes para a sua prova, pensando na prevalência dos tópicos para a banca.

Além disso, o peso das matérias no edital deve ser considerado, e um maior tempo para estudo e revisão deve ser despendido para aquelas com maior peso na nota.

Por exemplo, não faz sentido começar a estudar uma matéria que terá cinco questões na sua prova, e deixar a que vale o dobro para o final!

Mudança nos materiais de estudo

No caso de tópicos do edital nunca estudados do novo edital, a melhor saída sempre será pegar materiais mais enxutos para estudar.

Pois materiais aprofundados podem te fazer perder tempo demais em tópicos não tão relevantes assim.

No pós-edital simplesmente não há tempo de ver todos os tópicos com a devida calma (na maior parte dos casos), e o foco deve ser em aprender pelo menos o básico de todos os tópicos, e ir aprofundando apenas na medida da relevância deles para a sua prova.

Foco no que você já domina

Não adianta usar todo seu tempo de estudos pós-edital para aprender matérias com as quais você não tem afinidade.

Então nessa fase, sempre que possível, foque nas matérias em que você já é bom para conseguir maior vantagem.

Apenas se você é um concurseiro avançado e já estudou boa parte das matérias que você deve começar a se aprofundar também nos tópicos mais difíceis / diferentes para você.

Revisões mais próximas e em menor número

Por fim, no pós-edital o tempo para aprender os conteúdos é limitado.

Então você não conseguirá revisar tantas vezes os assuntos estudados, e pelo prazo de tempo essas revisões vão ocorrer mais próximas umas das outras.

Como um exemplo de aplicação dessa estratégia, na mentoria nós diminuímos o número de ciclos de revisões, colocamos mais resolução de exercícios, e separamos dias de revisão geral para os alunos.

Assim, os alunos conseguem treinar mais os tópicos estudados, em menos tempo.

Alguns cuidados nos estudos pós-edital

Para finalizar, é importante lembrar que nem todas as estratégias se aplicarão ao seu caso.

Principalmente se você não estudou nada no pré-edital!

Assim fica difícil, por exemplo, estudar por relevância sem seguir a ordem didática do edital.

Pois essa troca pode prejudicar a aprendizagem de que nunca teve contato com a matéria antes.

Então pondere qual ou quais estratégias fazem sentido no seu caso, aplique e avalie.

Lembrando que na nossa mentoria você conta com a ajuda do seu mentor para traçar uma estratégia individual e adequada ao seu caso!

Espero ter auxiliado a otimizar seu tempo no pós-edital com essas dicas.

Se gostou do artigo, lembre de compartilhar 🙂

Até mais!

Leia também: Como organizar um cronograma de estudos para concursos

Como organizar um cronograma de estudos para concursos

Se você quer começar a estudar para concursos mas não sabe ainda como organizar um cronograma de estudos, esse artigo é para você!

Continue lendo para aprender um método prático de organização de cronogramas.

O que é um cronograma de estudos

Chamamos de cronograma de estudos a organização de quando cada matéria ou tópico será estudado, dentro da sua carga horária disponível.

Existem muitos métodos de organização de cronograma, você pode já ter ouvido falar de algum deles:

  • Cronograma fixo ou quadro-horário
  • Ciclos de estudos
  • Cronograma 5×2
  • Cronograma semanal

E a lista continua!

Dentro da nossa mentoria, utilizamos o método dos ciclos de estudos, pela flexibilidade que ele fornece e pela facilidade de organização dentro da nossa plataforma automatizada.

Para entender mais sobre esse método, depois você pode baixar nosso e-book gratuito de organização dos estudos, em que explicamos o que é o tal do ciclo de estudos (só depois, tá? Continua aqui por enquanto).

No entanto, para um iniciante em concursos não é o método mais intuitivo nem mais fácil de montar!

Por isso, preparamos este artigo em que te ensinaremos como se organizar utilizado o método mais simples de todos, na nossa opinião: o de cronograma fixo, ou quadro-horário.

Preparação do seu cronograma

Antes de mais nada, precisamos definir quais matérias e quais tópicos vão entrar no seu cronograma.

Não para simplesmente escolher o que vai estudar na hora dos estudos, e é justamente para evitar esse problema que o cronograma existe:

Para que você possa se planejar com antecedência e aproveitar 100% do seu tempo de estudos.

Para isso, você poderá escolher:

  • Um edital base ou
  • Um conjunto de matérias de preparação abrangente

Vamos entender cada uma dessas opções a seguir.

Cronograma com edital de base

Quando você já tem um concurso específico em mente que gostaria de prestar, por exemplo, Perito Criminal da Polícia Federal, você utilizará o edital mais recente desse órgão como base do seu cronograma.

Claro que o próximo edital pode mudar, mas o mais seguro é utilizar o antigo mesmo!

Já que o conteúdo programático reflete o que o órgão busca de perfil de candidato – o que tende a não mudar, a menos que haja mudanças na estruturação das carreiras dentro da instituição.

Para seguir essa estratégia, você só precisa buscar no Google e baixar o edital do último concurso realizado para o órgão.

Guarde bem esse documento, pois nele você encontrará a listagem das matérias e tópicos que caíram no último concurso.

Para escolher um edital de direcionamento, recomendamos a leitura: concursos previstos para perito criminal

Cronograma de preparação abrangente

Chamamos de preparação abrangente quando o aluno não tem um edital em mente ainda, mas já deseja iniciar sua preparação.

No entanto, esse aluno também não deve estudar matérias ‘aleatórias’, sem nenhuma estratégia!

Pra isso existe a preparação abrangente, ou de base, quando você monta seu cronograma com as matérias e tópicos mais cobrados para a sua área.

Aqui, você deve buscar vários editais, aqueles que te interessam, e comparar as matérias cobradas entre eles – analise quais caíram com mais frequência e separe-as para o seu cronograma.

Para facilitar seu trabalho, você pode também dar uma olhada nas nossas páginas de mentoria de preparação abrangente (“Base“).

Nelas, já fizemos o trabalho de selecionar as matérias mais cobradas para você!

Simplesmente copie a parte do conteúdo programático do seu cargo e área.

Feito isto, você já terá definido quais matérias e tópicos entrarão no seu cronograma, e agora podemos aprender como organizá-lo!

Leia também: Quais as matérias mais cobradas em concursos policiais

O que é um cronograma de estudos fixo

Chamamos de método “fixo” ou quadro-horário aquele em que cada matéria tem um dia e hora certos para serem estudados no seu cronograma.

Funciona mais ou menos assim:

Cronograma de estudos fixo, por quadro-horário ou rígido.

Veja que cada matéria estará limitada a dias e horários específicos.

Por isso o cronograma é “fixo”.

Mas aqui entra o pulo do gato:

Não é só pegar todas as matérias do edital e distribuir ao longo da semana.

Por três grandes motivos não dá muito certo fazer isso:

  • Provavelmente sua semana não tem nem ‘espaço’ o suficiente para tantas matérias
  • Você tende a se sobrecarregar quando pega para estudar tudo de uma vez
  • Seu aprendizado é negativamente afetado pela distância entre uma matéria e outra

Então agora vamos te ensinar como montar um bom cronograma!

Como organizar um bom cronograma de estudos

Antes de mais nada, vamos limitar o número de matérias que entrarão no seu cronograma.

Isso é o que chamamos de “blocos de estudo“.

Ou seja, você começa estudando um bloco de matérias, e vai substituindo pelas demais à medida que cada disciplina é finalizada.

Para iniciantes, recomendamos três ou quatro matérias no seu bloco.

Mas quais serão elas?

Veremos a seguir.

Escolha das matérias do bloco

O princípio máximo para escolher as matérias do seu bloco é o equilíbrio.

Então buscamos aqui um balanceamento entre:

  • Matérias difíceis e matérias fáceis
  • Exatas e humanas, teóricas ou biológicas
  • Disciplinas novas e disciplinas que você já estudou

Por exemplo, eu posso incluir no meu bloco inicial:

  • Português (teórica, já estudei anteriormente, acho fácil);
  • Física (exata, nunca estudei, acho difícil);
  • Biologia (biológica, nunca estudei, acho difícil);
  • Química (exata, já estudei, acho fácil).

Veja que neste suposto bloco mantivemos o equilíbrio em todos os pontos citados acima!

O que não pode é incluir no cronograma apenas matérias difíceis, apenas matérias novas, ou só o que você gosta.

Acredite, isso vai te prejudicar – pode não notar agora, mas futuramente irá!

Assim, você inicia com esse bloco e vai substituindo por outras matérias de mesma “natureza”, sempre buscando o equilíbrio do seu cronograma.

Estruturando seu cronograma de estudos

Agora que você já tem suas matérias definidas, é hora de colocar no papel o seu cronograma.

Para isso, siga os passos a seguir:

  1. Olhe com carinho para a sua rotina e defina em quais horários do dia irá estudar, e por quanto tempo.
  2. Na dúvida, sempre coloque uma carga horária menor. É mais fácil aumentar do que diminuir!
  3. Separe um dos dias do seu cronograma exclusivamente para fazer revisões e exercícios do que já estudou.
  4. Se você tem até 2h de estudos por dia, deixe uma matéria por dia, nos dias que sobraram.
  5. Se você tem 3h ou mais por dia de estudos, pode colocar mais de uma matéria por dia, em blocos de 1h e 30min para cada uma delas.
  6. Inicialmente, você pode distribuir o mesmo tempo para todas as matérias do bloco – isso pode ser modificado depois.

Assim, você já tem um cronograma estruturado para a sua rotina.

Ele ficará mais ou menos assim:

E agora é só executar o planejamento!

Otimização do cronograma de estudos

À medida que for estudando nos dias definidos, você pode ir aprimorando seu cronograma.

Por exemplo, redistribuindo a carga horária para as disciplinas, aumentando o tempo para revisões, ajustando o tempo, e assim por diante.

O mais importante aqui é iniciar com um planejamento feito.

Não se preocupe em ter o cronograma perfeito desde o início, porque isso não existe!

Seu cronograma vai melhorar com o tempo, acredite.

E, futuramente, você poderá até avaliar outros métodos de organização, caso o cronograma fixo não te sirva mais.

Se você gostou desse artigo, compartilhe com mais pessoas.

Esperamos ter ajudado e que você inicie seus estudos o quanto antes com essas orientações.

Até mais!

Leia também: como estudar sem resumos para concursos

Falta motivação para estudar? Saiba o que fazer!

Se te falta motivação para estudar, bora aprender nesse artigo várias estratégias para contornar esses momentos mais difíceis!

Falta motivação para estudar?

Anda desmotivado e sem conseguir estudar ultimamente?

Tem alguns dias animados mas na maioria deles tem muita dificuldade pra “pegar no tranco”?

Ou, ainda, está desanimado com seus próprios resultados?

Se você respondeu “sim” a alguma das perguntas acima, acho que pode se beneficiar de algumas dicas pró-motivação que eu darei aqui!

Bom, a realidade é que você não pode depender SÓ de motivação pra estudar.

Até porque se fôssemos esperar pra acordar dispostos e morrendo de vontade de passar o dia com a bunda na cadeira, nunca estudaríamos, não é mesmo? Haha

Mas sei que todo mundo rende melhor quando se sente bem, então esse é o objetivo do post: te fazer encontrar uma energia extra pra estudar e, quem sabe assim, se sentir mais motivado pra continuar estudando!

Então vamos ver várias táticas pra te ajudar nisso.

Leia também: como um plano de estudos pode te ajudar a passar no concurso.

#1 Reconecte-se com o seu propósito

A maior motivação que você ter é o seu próprio objetivo.

Então reflita: por que você está estudando?

Aqui, tente ir além do óbvio “pra ser aprovado, “pra ter dinheiro”.

Claro que são motivos válidos, mas pense também no que você conquista depois – segurança, conforto, estabilidade?

Reconectar-se com o seu propósito é a primeira medida a ser tomada quando te falta motivação para estudar.

E também vale se lembrar diariamente da sua motivação, fazendo um quadro dos sonhos, por exemplo!

#2 Diminua suas expectativas

Muitos ficam desmotivados justamente porque esperam DEMAIS de si mesmos e quase nunca alcançam suas metas.

Então a melhor maneira de driblar isso é tendo minimetas, mini-hábitos.

Para combater a falta de motivação, foque em ter pequenas mas significativas conquistas.

Se a meta era estudar 100 páginas, por que não diminuiu para 10 páginas?

Sempre é melhor fazer menos e se sentir bem por isso, do que não fazer nada, e se sentir pior ainda.

#3 Use recompensas para estudar

Nada melhor do que estudar sabendo que terá uma recompensa se cumprir suas metas.

Então não deixe que o estudo seja apenas uma obrigação, e tenha “presentes” para si mesmo toda vez que cumprir o que definiu.

Pode ser assistir um episódio da sua série preferida, ler um livro, sair com os amigos, você decide.

E algumas pessoas até usar a marcação em controles de estudo como recompensa nessa etapa. Vale tudo o que te fizer se sentir melhor.

Sem gratificações imediatas é fácil demais se sentir desmotivado, porque a recompensa maior que virá dos estudos (a aprovação) está ainda distante temporalmente, e nosso cérebro não acha isso nada legal.

De acordo com os maiores especialistas em hábitos e força de vontade, uma das melhores maneiras para fugir da falta de motivação é justamente estabelecer essas recompensas imediatas.

#4 Foque nos seus sucessos

Em vez de prestar atenção em quantas questões ainda está errando, porque não comemora mais seus acertos?

Temos o péssimo hábito de não olhar para os nossos sucessos, para o quanto já conquistamos, e nos esquecemos de ver o quanto já evoluímos.

E isso se torna ainda mais relevante no caso dos concursos, em que você descobre todo um mundo novo de informações “não aprendidas” cada vez que avança na matéria.

Então pra variar, foque nos seus sucessos.

Olhe para trás e veja o quanto já estudou, o quanto já evoluiu.

Parabenize-se mais e verá a motivação aumentar!

#5 Gere emoções positivas

Sempre que precisamos fazer algo que exige muito de nós é recomendado fazer algo positivo para balancear suas emoções.

Por exemplo, você pode ouvir algumas músicas que te animam, ou brincar com seu cachorro antes de começar a estudar.

Enquanto estuda também dá para colocar essa estratégia em prática, fazendo algo que você goste – mas que não te tire a atenção, por exemplo, comendo um capuccino ou um docinho.

E também há a possibilidade de ouvir uma playlist de músicas que você gosta, ou colocar uma música no repeat – o que é uma estratégia também utilizada para aumentar a concentração:

No seu livro On Repeat: How Music Plays the Mind, a psicóloga Elizabeth Hellmuth Margulis explica por que ouvir música repetidamente melhora o foco. Quando você está ouvindo uma música repetidamente, tende a se dissolver na música, o que impede a mente divagar.

Então veja só: uma estratégia = dois problemas resolvidos!

#6 Entre em contato com quem te motiva

Pode ser um aprovado no cargo que você almeja, um amigo dedicado ou um parente que te apoia incondicionalmente.

Não há nada melhor para dar aquele gás de motivação do que falar com alguém que te inspira a ser e fazer melhor!

E aqui também vale procurar por vídeos que te motivam, ler sobre a atuação no seu cargo, histórias de aprovado.

Você verá que todos que estão onde você quer chegar agora também já passaram por muitos obstáculos.

#7 Dedique-se em construir o hábito de estudos

Por fim, lembre-se que quanto mais firme seu hábito de estudos, menor a motivação necessária para começar a estudar.

É a mensagem que eu sempre passo na nossa mentoria: foque sempre em construir disciplina para ficar menos sujeito às suas oscilações de humor.

Para estratégias pra construir hábitos de estudos, leia também este artigo: Como Construir Hábitos de Estudo 

Motivação faz bem, mas na dose certa.

Espero que tenham gostado do artigo, e lembrem-se de compartilhar!

Até mais.

Como escolher o melhor material para concurso

escolhendo material

Você sabe como escolher o melhor material para concurso?

Continue lendo para aprender sobre os principais fatores que influenciam na escolha do seu material de estudos!

A escolha do material para concurso

Como já falamos anteriormente sobre os pilares do método de estudos ideal, sem um material confiável e completo é impossível ter qualidade nos estudos.

Assim, o concurseiro deve evitar “investimento” em materiais de qualidade duvidosa, desatualizados, rateios, ou em materiais que não sejam compatíveis com seu nível de estudos na matéria.

Da mesma forma, o tipo de mídia também deve ser avaliado, a fim de escolher uma que leve ao melhor aproveitamento a longo prazo.

Quando você escolhe o material com consciência, tem mais chances de acelerar e tornar seu estudo eficiente, além de conseguir poupar dinheiro.

Então para te auxiliar na escolha do melhor material para concurso, para seu caso, vamos falar agora mais extensamente dos cinco fatores de maior impacto nessa decisão, que são:

  • Tipo de mídia
  • Conhecimento na disciplina
  • Dificuldade
  • Professores
  • Referências

Leia também: quais matérias estudar para Perito Criminal

Tipo de mídia

O tipo de mídia do seu material para concurso é o primeiro fator que deve ser analisado na hora de fazer a escolha.

Aqui, você deve escolher o formato do seu material de estudo: livro, PDF, videoaula, podcast? É texto ou áudio? Físico ou digital?

Por exemplo, quando eu estudava para concursos, acabei comprando um Vade Mecum por influência dos meus colegas concurseiros.

E esse foi um dos piores investimentos que fiz, mal usei o Vade Mecum e acabou sendo um dinheiro jogado fora.

Por que?

Porque eu não tinha condições de carregar um livro tão grande quanto esse, mal tinha espaço no meu local de estudos pra manusea-lo direito, então não foi uma boa opção para mim.

Com o tempo, descobri que o tipo de mídia que mais se encaixa com as minhas necessidades eram os materiais digitais e escritos, que pudessem ser acessados de qualquer lugar.

Outro caso seria o das pessoas que estão constantemente em deslocamentos, que poderiam fazer maior proveito de aulas em áudio, caso estejam dirigindo, ou videoaulas.

Então antes de comprar qualquer material você precisa analisar qual se adapta melhor às suas necessidades e afinidade por cada tipo de mídia.

Nível de conhecimento na disciplina

Se você já usou um material e pensou: “não tenho a mínima ideia do que isso quer dizer”?, é um sinal de que estava com um material não adequado ao seu nível de conhecimento.

Na minha época de concursos lembro de ter comprado um livro de Direito Penal, do Rogério Sanches, que na verdade só fui usar no meu último ano de estudos.

Simplesmente era um material aprofundado demais para quando comecei a estudar Direito, e não consegui ficar “em paz” com ele antes de ter um conhecimento razoável em Direito Penal.

Então é essencial que você avalie: o quanto você já sabe dessa matéria? É um iniciante ou tem certa base? Já tem amplo conhecimento na disciplina?

Assim poderá escolher um material de complexidade compatível com seu nível de estudos, respeitando seu ritmo de aprendizagem.

Por exemplo, alguns materiais como livros e doutrinas são ótimos para quem tem uma base sólida na matéria.

Já os iniciantes devem focar em aprender o básico da matéria primeiro, dando preferência a materiais mais enxutos e de didática melhor, como sinopses e cursinhos.

Se você não escolhe um material adequado ao seu conhecimento na matéria poderá estudar conteúdos desnecessários, desanimar com tantas informações e não conseguir filtrar o que é mais importante.

Dificuldade na matéria

Escolher o material para concurso que seja compatível com a sua dificuldade na disciplina segue os mesmos princípios do nível de conhecimento.

Engana-se quem sofre com a matéria e acha que precisa de materiais mais complexos para conseguir entender melhor.

Na realidade, o que você precisa é exatamente o contrário!

Quem tem muita dificuldade na matéria precisa de materiais mais básicos, “para iniciantes”, com uma didática muito clara e sem apego a detalhes.

Assim, o aluno consegue avançar na matéria respeitando sua relação com a disciplina, e aprende o mais básico primeiro, antes de avançar para partes mais complexas.

Esses dois itens, conhecimento e dificuldade, são pontos-chave para uma boa compreensão das matérias.

Tanto que um ponto crucial no nosso plano de estudos Foco é estudar o perfil do aluno para fazer indicações que sejam compatíveis com sua afinidade com as matérias.

Professores

Se você não “vai com a cara” do professor, fica mais difícil de entender a matéria.

Há evidências científicas indicando que se você tem empatia e conexão com a pessoa, absorverá melhor o conteúdo que ela está te passando.

Então veja, é muito importante se identificar com o professor e com a didática dele.

Já parei de consumir aulas de um determinado cursinho pois na época as ideologias da equipe não estavam de acordo com os meus princípios, e eu já sentia certo afastamento na hora de ver as aulas.

É claro que essa relação não funcionaria, né?

Assim, é essencial que você conheça quem está ministrando as aulas antes de compra-las, usando os materiais de demonstração do curso e dos livros.

Também procure por aulas do cursinho e do professor na internet, referências, redes sociais.

Analise se o estilo de aula está de acordo com o que você procura.

Por fim, evite adquirir combos em que você não pode escolher o professor para cada disciplina (os famosos combos), dando preferência para escolha individual de cada matéria.

Referências sobre o material

Quando estamos procurando como escolher o melhor material para concurso é natural ouvir opiniões a respeito dos materiais cotados.

No entanto, sabemos que dois fatores principais podem estar afetando as indicações que você recebe:

  1. A necessidade dos cursinhos e editoras de “vender” seu peixe a qualquer custo
  2. E a opinião de pessoas que têm pouca ou nenhuma experiência com concursos

Assim, você precisa analisar quem está emitindo a opinião, se é confiável, se tem conhecimento sobre o material ou está “no mesmo barco” que você.

Já vi concurseiro indicando um material ruim para mais pessoas (meu julgamento), sem nunca ter prestado uma prova, sem realmente validar a qualidade daquela fonte.

Ou, ainda, pode ser alguém divulgando o material para receber comissão, mas que sequer estudou por ele ou avaliou se era no mínimo razoável.

Não vou citar nomes, pois não estou aqui para apontar dedos, mas eu já conversei com um influencer bem famoso da minha área, e perguntei se o material que ele divulgava nas redes era realmente bom.

E a resposta foi: “Não sei dizer, mas estou ganhando X reais por curso vendido”.

E, infelizmente, eu tenho que dizer que tem muita gente que se aproveita da influência no nosso meio para obter vantagem sobre os concurseiros “desesperados por material”.

Eu sei disso porque já estive dos dois lados: já fui a pessoa que acreditava no cara que indicou o material e, hoje, sou a influencer (não gosto desse termo!) com a oportunidade de conhecer a “verdade” por trás de muita indicação que de honesta não tem nada.

Então eu sugiro que você avalie criticamente a referência sobre o material que está pesquisando.

Quem está divulgando? Você confia nessa pessoa?

O Mapa tem material para concurso?

Aproveito para fechar esse artigo explicando melhor um ponto que muita gente tem dúvida: se os nossos planos de estudo incluem videoaulas e PDFs.

Então quero esclarecer que o Mapa não é um cursinho preparatório, e nós não vendemos materiais de estudo, e sim estratégia para a aprovação.

E eu digo com muita confiança que nenhum cursinho, nenhuma aula ou PDF vai te proporcionar o que nós oferecemos, por três razões principais:

Primeiro que os cursinhos te fazem ser um acumulador de material, ofertando cursos novos, assinatura vitalícia e cada hora é uma novidade.

E a gente não quer que você compre mais materiais de estudo, e sim que tire melhor proveito do material que já tem (por isso a importância de, em primeiro lugar, escolher um bom material, entende?!).

Segundo ponto é que você pode ter o melhor material do mundo, mas se você não tiver disciplina pra sentar e estudar e não souber como se organizar, esse material não serve pra nada.

E isso não acontece no Mapa, porque nós deixamos que você use o seu tempo pra estudar de forma consistente e cuidamos da organização dos estudos pra você.

Finalmente, terceiro, é que diferentemente da maioria dos cursos que você vai encontrar, o nosso direcionamento é totalmente específico para os cargos com que trabalhamos.

Tanto que nosso trabalho é focado em carreiras policiais e da perícia, o que permite esse nível de especialidade que nenhum cursinho vai ter.

Então não, nós não somos um cursinho preparatório – e não temos pretensão de ser!

Nós fornecemos estratégia aos alunos, em vez de mandar mais material de estudo.

E no fim, quem você acha que passa primeiro no concurso? Quem acumulou mais material ou quem estudou direito?

Escolha o melhor material para concurso… para você!

Então veja que, uma vez escolhido um material bacana para você, só vai te restar estudar – bunda na cadeira!

Sem ir correndo comprar mais material toda vez que abre um edital, ou toda vez que o cursinho faz promoção.

Dedique-se em encontrar o SEU melhor material para concurso.

Espero que tenham gostado do artigo, e que façam escolhas mais sábias de agora em diante!

Ah, compartilhe se essas informações foram úteis pra você.

Até mais.

Leia também: como escolher um curso preparatório para Perícia Criminal

O que todo iniciante em concursos deveria saber

menina estudando

Existem algumas coisas que todo iniciante em concursos deveria saber antes de dar início aos seus estudos para concursos.

E não, não estamos falando de técnicas de estudo e de organização, e sim de detalhes que quase ninguém conta!

Trata-se daqueles ensinamentos e experiências que só vivendo pra aprender.

Mas nós, do Mapa, estamos aqui para te adiantar alguns deles.

E aí, pronto para algumas revelações?

O que todo iniciante em concursos deveria saber

É normal começar a estudar para concursos e se sentir perdido com tanta informação.

Ou, ainda, achar que a matemática é simples e que é “só estudar” que a aprovação virá.

Para evitar maiores frustrações, resolvemos escrever esse artigo com informações essenciais para todo iniciante em concursos.

E não vamos falar de “como passar em concursos”, até porque já fizemos um artigo sobre isso (leia aqui os 10 passos para ser aprovado em concursos públicos).

Além disso, se você leu alguma coisa sobre concursos já deve ter se deparado com essas informações.

Você vai aprender coisas que só quem já está na caminhada dos concursos há algum tempo aprendeu.

Algumas verdades que quase ninguém conta.

Mas nós, do Mapa, vamos abrir o jogo!

Então eu, Leilane vou contar um pouco da minha experiência a vocês, e dizer como cada uma dessas descobertas mudou o rumo dos meus estudos de alguma forma.

Vamos lá!

Leia também: como funciona concurso público

Não é só estudar

A primeira verdade que eu descobri quando era iniciante em concursos foi: “não é só estudar”.

Se você já pensou que “é só se dedicar bastante, estudar muitas horas, que a aprovação virá”, não podia estar mais enganado!

Mas fique tranquilo, creio que todos já pensaram assim.

Depois que passa a empolgação de iniciante, você percebe que não é só estudar.

E percebe que a jornada dos concursos exige uma preparação emocional, antes de mais nada.

Então a fórmula vai de “só acumular conhecimento” a “acumular conhecimento E aprender a lidar com reprovações, aprender a ser mais humilde, a fazer sacrifícios, a lidar com seu maior concorrente (você mesmo), além de ter que cuidar de aspectos como exercícios físicos, sono e alimentação“.

Eu já vi pessoas desistirem quando estavam tão perto de alcançar a aprovação.

Gente que começou sabendo muito mais que eu, mas que não conseguiu administrar sua mente ao longo caminho.

O que o iniciante em concursos não sabe é que a aprovação vai muito além de só estudar.

Mas agora você sabe!

Você precisa aprender a aprender antes de aprender

Um outro conhecimento, muitas vezes negligenciado até pelos estudantes mais avançados, é que você precisa aprender a aprender antes de aprender.

O que isso significa?

Que não basta ter os melhores cursos e livros, se você não souber como abordar esse material da melhor maneira, o tempo investido nele pode ser um desperdício.

E não há melhor professor nesse sentido do que você mesmo.

O concurseiro que passa uma parte do seu tempo afiando o machado, aprendendo sobre técnicas de estudo, organização e administração do emocional, passa na frente de quem estuda mais horas mas não se preocupa em melhorar sua técnica.

Cito aqui o especialista Gabriel Henrique Pinto, que resume muito bem o que seria o “aprender a aprender”:

“Se alguém quer começar na academia ou a correr no parque, deve comprar um bom tênis e aprender as melhores formas de fazer seus exercícios. Da mesma maneira, um cozinheiro precisa amolar suas facas antes de cozinhar, e o pescador deve preparar suas varas e anzóis. O mesmo ocorre com quem quer passar em um concurso público.”

Após meu primeiro concurso, percebi que tinha feito algumas coisas certas, muitas erradas, mas não sabia ao certo ainda como melhorar.

Ainda no aeroporto de volta para casa, comecei a ler um livro que havia levado na viagem “Como Estudar para Concursos“, do Alexandre Meirelles.

E esse livro me salvou!

Porque sem ele, poderia ter continuado fazendo as mesmas coisas, e obtendo o mesmo resultado mediano.

Além de todo ensinamento que adquiri, me abriu as portas para o mundo do “aprender a aprender”.

Então  partir desse momento, vi que sempre teria como otimizar meus processos, o que me levou a uma jornada de autoconhecimento e melhoria contínua dos métodos que utilizava.

E não tenho dúvida de que essa jornada contribuiu muito para as minhas aprovações em primeiro lugar, um ano depois!

O material mais caro nem sempre é o melhor

É natural que o iniciante em concursos procure no valor do material a referência que lhe falta de outras pessoas.

Afinal, o mais caro deve ser o melhor, não é mesmo?

Errado!

E sim, é bem possível que o caro seja melhor que o barato.

No entanto, o concurseiro que inicia com esse pensamento corre o risco de se tornar um acumulador de material ao longo do tempo, achando que sempre haverá um mais completo ou mais didático.

Quando na verdade, o melhor material é aquele que você constrói, de preferência com suas próprias palavras, esquemas e imagens.

Não é o mais famoso, e sim aquele que você desenvolve com o conhecimento adquirido de revisões e exercícios.

Então, em vez de se preocupar com o próximo material que você vai adquirir, é sempre melhor trabalhar no material que você já tem.

Os concorrentes não são seus inimigos

Quem está iniciando os estudos para concursos pode ser levado a pensar que os concorrentes são seus inimigos.

Mas não existe pensamento mais enganoso e prejudicial do que esse!

Quando eu estudava para concursos encontrei amizades que permanecem até hoje.

Até hoje todos se ajudam, se não com grupos e estudo e compartilhamento de materiais, com um ombro amigo, com experiências.

Aliás, o que eu fazia para os meus grupos de estudo foi a base do que hoje é a metodologia do Mapa Concursos! Ainda tem dúvidas de que a concorrência rendeu bons frutos?

É claro que é possível chegar à aprovação sem a ajuda de ninguém, mas digo por experiência própria, que com amigos concurseiros você chega mais longe e mais rápido.

Então veja que a concorrência só é o inimigo se você permitir.

Se estiver disposto a ajudar e ser ajudado, ela se torna o aliado.

Não importa quantas horas você estuda

Muitas pessoas que começam a estudar para concursos logo se preocupam com total de horas líquidas, em estudar mais e mais, se preocupam com o quanto o outro está estudando ou deixa de estudar.

Mas depois que você adquire certa experiência na jornada, percebe que tempo de estudo é um dos seus menores problemas.

Como já falei em “não é só estudar”, você não precisa só de tempo.

Você precisa de dedicação além da média, persistência, resiliência, disciplina, precisa estar disposto a escutar seu corpo e sua mente, e a se conhecer cada vez melhor.

Porque de nada adianta ter todo o tempo do mundo para estudos, se você procrastina, se só enrola ou, ainda, se estuda até a exaustão.

Em última análise, o examinador não quer saber quantas horas você estudou, e sim quantas questões acertou na prova.

Então pare de se preocupar com essas métricas de vaidade e comece a ir atrás do que realmente importa para a aprovação.

Todo aprovado já foi iniciante em concursos

Por fim, nem todo iniciante em concursos se dá conta de que todo aprovado já foi… iniciante!

Pois é, ninguém nasceu sabendo como passar em concursos, muito menos com o artigo 5º da Constituição na ponta da língua.

Então todos os fatores que mencionei aqui podem ser aprendidos, e todos os obstáculos podem ser contornados.

É importante respeitar seu ritmo de aprendizado, mas lembre-se sempre: você PODE aprender com os erros e os ensinamentos dos aprovados e passar mais rápido pela fase de “iniciante”.

Use o conhecimento a seu favor, seja estratégico.

E não seja um iniciante em concursos por muito tempo!

Veja também: Como passei nos concursos que prestei

Depoimento: como surgiu o método Mapa da Aprovação?

Olá! Como estão? Meu nome é Leilane e hoje vou te contar como surgiu o método Mapa da Aprovação, metodologia aplicada nos planos de estudos do Mapa.

Hoje vou contar um pouquinho da minha história e como foi surgiu esse conjunto de técnicas.

Você vai ver que, apesar das diversas aprovações que vieram, eu precisei testar várias estratégias diferentes até encontrar uma que maximizasse meus esforços – o que se tornou, eventualmente, o método aplicado pelo Mapa.

Como tudo começou

Sou natural do estado de São Paulo e formada em Biomedicina pela Universidade Estadual de Maringá.

Comecei a estudar para concursos de Perito Criminal em 2015, mas só consegui orientar bem meus estudos e estudar com disciplina a partir de 2016.

Em 2016 foi quando prestei meu primeiro concurso para Perito Criminal, que foi o da Polícia Civil do Distrito Federal. Fiquei empatada em 12o lugar com outras pessoas, dentre mais de 1600 candidatos.

Com isso, percebi que embora tivesse minhas dificuldades, talvez estivesse no caminho certo.

Em 2016 também iniciei um projeto no Instagram (antigamente @concurseira_pc), no qual compartilhava minha rotina de estudos e aprendia dicas e técnicas com outros concurseiros da área.

As aprovações

Em 2017, prestei o concurso da Polícia Científica do Paraná, sendo aprovada em 2º lugar para o cargo de Químico Legal.

No mesmo ano conquistei o primeiro lugar no concurso do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (Perito Criminal), onde atualmente exerço o cargo de Perito Criminal, no setor de Química – Drogas Apreendidas.

Também fiquei em primeiro lugar no concurso do IGP de Santa Catarina (Perito Bioquímico).

Minha posse no IGP-RS.

Início das mentorias

Em 2017, devido ao network que já tinha adquirido nas minhas redes sociais e, principalmente, ao sucesso nos concursos que havia prestado, algumas pessoas pediram que eu as orientasse nos estudos para os concursos da minha área.

Resolvi encarar a proposta, afinal, havia descoberto um “método” que havia otimizado muito meus estudos naquele ano e, além disso, seria bom ter alguma renda depois de meses desempregada.

Também foi o ano em que comecei a montar meus grupos de estudo, em que organizava cronogramas e simulados para as provas que ia prestar.

Como surgiu o método Mapa da Aprovação

Eu não comecei estudando com um método definido, muito menos eficiente.

Considero que meus dois primeiros anos de estudo tenham sido de muito esforço e pouco resultado.

Já perdi muito tempo estudando coisas que sequer iam cair na minha prova!! Ou aprofundando demais nos conteúdos sem necessidade.

No entanto, à medida que prestava provas e estudava mais sobre técnicas de estudo, fui adaptando minha estratégia aos poucos.

O “pulo do gato” aconteceu quando sai o edital do IGP-RS. Era um edital muito extenso (um dos maiores que já vi para minha área), com várias disciplinas específicas que nunca havia tido contato antes.

Foi quando percebi que precisava otimizar meus estudos de alguma forma, senão não teria tempo de concluir nem metade do edital.

O que mudou após o desenvolvimento do método

Assim, algumas mudanças aconteceram:

  • Descobri como poderia usar os cadernos digitados no computador sem perder na retenção de conteúdos.
  • Passei a tratar as revisões com mais seriedade
  • E foquei na resolução de exercícios, em vez de procurar mais conteúdos teóricos.
  • Eliminei quase que totalmente a confecção dos famigerados resumos e tentava construir o material teórico o mais completo que pudesse (minha fonte única).

Era o nascimento do MDA: a tríade da fonte única, revisões e exercícios.

Meu desempenho nos dois concursos subsequentes foi muito superior aos anteriores, mesmo tendo pouco tempo para estudar matérias novas e sem fechar o edital.

Trabalho com mentoria e coaching para concursos

Desde então, venho estudando de forma intensa conteúdos sobre aprendizagem, programação neurolinguística, ferramentas de Coaching, inteligência emocional, organização e produtividade, de forma a aprimorar as orientações que passamos aos nossos alunos.

Também me formei em Personal and Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coach.

E meu objetivo nunca foi divulgar um método milagroso. Aliás, não tinha nenhum objetivo nesse sentido – a mentoria/coaching para concursos surgiu como uma oportunidade inesperada.

Mas foi virando paixão à medida que me envolvia com os alunos e via que meus métodos estavam tendo resultados com outras pessoas também.

Sei que cada um tem suas individualidades, e minha intenção é ajudar o aluno a encontrar o que funciona melhor para ele.

A base é a tríade, mas existem muitas orientações específicas que só podem ser passadas com um estudo aprofundado do perfil, das necessidades, pontos fracos e fortes de cada um.

O método MDA surgiu como uma forma de otimizar o tempo precioso dos concurseiros, substituindo técnicas morosas por outras mais eficientes.

Mapa Concursos

No Mapa, foi possível me reunir com uma equipe com o mesmo objetivo: usar a experiência em concursos para ajudar outras pessoas.

Trabalhamos constantemente para a melhoria dos materiais e orientações passadas, de forma a retribuir a confiança depositada em nós.

Sou muito grata por ter descoberto esse novo interesse no caminho da minha aprovação.

Espero que, assim como eu, mais se pessoas apaixonem pelo estudo, e que vejam-no como um privilégio, como um caminho e solução para os seus problemas, e não como um fardo a ser carregado.

Ah, também te convido a conhecer o MDA e nossos planos de estudo.

Até mais!

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